Selecionamos abaixo varios textos da Obra de Jorge Nagle para mostrarmos que a Primeira República brasileira teve um fenômeno bastante edificante para os brasileiros, foi o sentimento patriota de muitos líderes políticos que viam na Educação a chance dos brasileiros combaterem a desigualdade social e poderem discutir com as Oligarquias melhores condições de trabalho. O respeito a Ordem Nacional e a Educação era o caminho traçado pela Primeira Republica para colocar o Brasil entre os paises mais desenvolvidos do mundo.
Acredito que aqueles governantes brasileiros agiram certo e começaram pela base, isto é, criando escolas de ensino fundamental para todo lado, dando opção para que todos pudessem nos primeiros anos de suas vidas ter a educação mínima para que pudessem escolher e lutar por si próprio e pelos seus pares. O progresso é lento e gradual e deve-se começar pela base da escada, subindo degrau a degrau. Acho que estes homens que ajudaram a construir a nação brasileira acertaram. Entre eles cito um herói nacional: Olavo Bilac.
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‘’ Estes mostram as modificações nos diversos ramos
de atividade e nos contingentes da população empregados
nesse ou naquele ramo; da mesma forma, denunciam
a presença, não só de modalidade individual
e social, mas também estrutural.‘’
(NAGLE, Jorge. 2001. p. 45)
‘’As primeiras manifestações nacionalistas apareceram,
de maneira mais sistemática e mais influenciadora,
no campo da educação escolar, com a ampla divulgação
de livros didáticos e conteúdo moral e cívico
ou, melhor, de acentuada nota patriótica. (...) Ocorre
que a doutrinação iniciada no campo da educação escolar
repercutiu, na época, muito mais do que quaisquer
outras, além do que teve maior continuidade; e
com a situação criada com as colônias imigrantes,
principalmente no sul do país, e cuja conseqüência
mais significativa foi o desencadeamento do processo
de nacionalização da escola primária, aparece outro
foco desses sentimentos nacionalistas.’’
(NAGLE, Jorge. 2001. p. 64 e 65)
‘’(...) de um lado, existe a crença de que, pela multiplicação
das instituições escolares, da disseminação da
educação escolar, será possível incorporar grandes
camadas da população na senda do progresso nacional,
e colocar o Brasil no caminho das grandes
nações do mundo; de outro lado, existe a crença de
que determinadas formulações doutrinárias sobre a
escolarização indicam o caminho para a verdadeira
formação do novo homem brasileiro (escolanovismo).‘’
(NAGLE, Jorge. 2001. p. 134)
‘’Parece que são os velhos sonhos do republicanismo
histórico que voltam a perturbar a mente dos republicanos
quase desiludidos; por exemplo, o sonho da
República espargindo as luzes da instrução para todo
o povo brasileiro e democratizando a sociedade, ou
sonho de, pela instrução, formar o cidadão cívica e
moralmente, de maneira a colaborar para que o Brasil
se transforme numa nação à altura das mais progressivas
civilizações do século. (...) O entusiasmo pela
educação e o otimismo pedagógico, que tão bem caracterizam
a década de 1920, começaram por ser, no
decênio anterior, uma atitude que se desenvolveu nas
correntes de idéias e movimentos político-sociais e
que consistia em atribuir importância cada vez maior
ao tema da instrução, nos seus diversos níveis e tipos.
É a inclusão sistemática dos assuntos educacionais
nos programas de diferentes organizações que
dará origem àquilo que, na década de 1920, foi sendo
denominado de entusiasmo pela educação e otimismo
pedagógico.’’ (NAGLE, Jorge. 2001. p. 135)
‘’A escolarização é instrumento do progresso histórico,
eis a afirmação tornada princípio inquestionável.
Isso não significa que não fossem percebidas muitas
outras questões: era impossível deixar de perceber
os problemas de natureza política, econômica e social
que caracterizavam de maneira tão profunda o
terceiro decênio do século XX e colocavam o país
em situação de ‘crise’. A literatura educacional da
época mostra que, pelo menos na sua manifestação
mais superficial, tais problemas eram identificados e,
às vezes, discutidos; no entanto, perdiam a primazia
para os problemas especificamente educacionais,
desde que na solução destes se encontrava a chave
para resolver aqueles. As oligarquias deveriam ser
combatidas pelo esclarecimento que a escolarização
proporciona (...)‘’ (NAGLE, Jorge. 2001. p. 145)
‘’Aí se apresenta o princípio de que ‘A educação do
povo é a perda angular sobre que repousa a estrutura
toda da organização social. Sem educação o povo não
há estabilidade em nada’. (...) Sempre consideramos
a difusão da instrução como sendo, em última análise,
a solução de todos os problemas nacionais.‘’
‘’Esse modo de encaminhamento do problema repercutiu
não só na escola primária; penetrou, também,
na formulação da escola normal e da escola secundária,
ao mesmo tempo que provocava a superestimação
das escolas profissionais. Nesse último caso,
embora se pense na preparação de jovens para as
carreiras econômicas, o princípio se traduz de forma
a atribuir à escola profissional tão-somente o papel
de regeneração e formação das classes menos favorecidas.
Nos demais casos, o ponto de vista da profissionalização
provocou o reforçamento do manualismo
– na escola primária -, a ampliação da formação técnico-
pedagógica – na escola normal – e a discussão
entre as humanidades literárias, científicas e técnicas
– na secundária. Essa orientação do entusiasmo pela
escolarização evidencia parcela dos reflexos das mudanças
políticas, econômicas e sociais, que ocorreram
na época.‘’ (NAGLE, Jorge. 2001. p. 149)
En tant que Brésilien, j'ai essayé de rassembler des informations sur l'origine et l'histoire de notre peuple, donner mon opinion sur les événements qui ont marqué notre histoire. Mes plaintes sont beaucoup plus frappant parce que je vais vous parler de mon propre peuple, où j'ai vécu toute ma vie au Brésil et au vu de ses transformations historiques (par l'historien Valdemir Mota Menezes)
domingo, 28 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
REVOLUÇÃO TEOLÓGICA
" Primeiro, a ciência faz extraordinários progressos, surgem instrumentos e métodos de pesquisa cada vez mais precisos. Depois - e isso é uma consequência dos progressos realizados nas diversas ciências -, por volta do século XVIII, começam a ser utilizadas máquinas cada vez mais eficientes e são inventadas técnicas de produção cada vez mais rápidas. (...) Ou seja, é o começo daquilo que iremos chamar de "revolução industrial". Finalmente, há as revoluções políticas, particularmente a Revolução Francesa, que é considerada o verdadeiro divisor de águas na história da França e da Europa, e até mesmo do mundo: ela acaba com o antigo sistema político, o "Antigo Regime". "
(LE GOFF, Jacques. A Idade Média explicada aos meus filhos. Rio de Janeiro: Agir, 2007, p.16)
A Revolução francesa foi precedida por outras revoluções em outros campos do saber humano, considero a revolução teológica a principal delas. Com a contestação dos protestantes ao Poder do Papa, todo mundo cristão, em especial a Europa, despertou-se como de uma grande hibernação e SE o pensamento teológico pode ser contestado, nenhum outro setor da vida humana estaria isento de ser contestado.

Assim surgiram revoluções nas técnicas de produção e o trabalho humano deu um salto enorme com a revolução industrial, as relações trabalhistas foram alteradas sensivelmente criando novas relações entre produtor e consumidor. Finalmente a política não ficaria isenta desta reviravolta histórica, e com a queda da monarquia Francesa, iniciou-se um processo que deu origem a democracia moderna. A revolução francesa foi um marco na história da humanidade, em especial para o Ocidente.
Não devemos esquecer que se não fosse a coragem de Lutero de contestar a Igreja Católica e entre outras coisas, ele dizia que todos tinham direito a informação direito da fonte ( A BÍBLIA), sem a interpretação imposta pelo catolicismo. Portanto Lutero e os demais reformadores exigiam o direito de pensar e entender as Escrituras de acordo com a consciência de cada um. Este conceito foi levado ao campo político e as pessoas entenderam que elas também podiam escolher quem iria governa-las.
Sem a revolução teológica protestante, até o conhecimento científico estaria comprometido, porque a Igreja Católica criou obstáculos para o desenvolvimento de diversos ramos da ciência, entre outras coisas, com as descobertas astronômicas.
(LE GOFF, Jacques. A Idade Média explicada aos meus filhos. Rio de Janeiro: Agir, 2007, p.16)
A Revolução francesa foi precedida por outras revoluções em outros campos do saber humano, considero a revolução teológica a principal delas. Com a contestação dos protestantes ao Poder do Papa, todo mundo cristão, em especial a Europa, despertou-se como de uma grande hibernação e SE o pensamento teológico pode ser contestado, nenhum outro setor da vida humana estaria isento de ser contestado.

Assim surgiram revoluções nas técnicas de produção e o trabalho humano deu um salto enorme com a revolução industrial, as relações trabalhistas foram alteradas sensivelmente criando novas relações entre produtor e consumidor. Finalmente a política não ficaria isenta desta reviravolta histórica, e com a queda da monarquia Francesa, iniciou-se um processo que deu origem a democracia moderna. A revolução francesa foi um marco na história da humanidade, em especial para o Ocidente.
Não devemos esquecer que se não fosse a coragem de Lutero de contestar a Igreja Católica e entre outras coisas, ele dizia que todos tinham direito a informação direito da fonte ( A BÍBLIA), sem a interpretação imposta pelo catolicismo. Portanto Lutero e os demais reformadores exigiam o direito de pensar e entender as Escrituras de acordo com a consciência de cada um. Este conceito foi levado ao campo político e as pessoas entenderam que elas também podiam escolher quem iria governa-las.
Sem a revolução teológica protestante, até o conhecimento científico estaria comprometido, porque a Igreja Católica criou obstáculos para o desenvolvimento de diversos ramos da ciência, entre outras coisas, com as descobertas astronômicas.
SAMBAQUI
SAMBAQUI
No primeiro século do Brasil colonial, lemos o teor de uma carta mostrando que no Brasil havia cal em abundancia, o que favorecia a construção civil, utilizando tal substancia como argamassa. Estes depósitos de cal eram chamados de SAMBAQUI:

SAMBAQUI EM SANTA CATARINA
Esperamos também resposta de Vossa Reverendissima
para começar o collegio do Salvador na
Bahia, no qual não tanto gastaremos como pensaes,
porém com cem crusados se poderão fazer
moradias de taipa que bastem para principiar.
Os estudantes com pouco se manterão. Poder-se-hia
até fazel-as de pedra, si assim parece a Vossa Reve
rendissima, porque agora ha muito boa cal. (Nobrega
[1550], 1988, p.111)
-------------------------
Inscrição Tombo 13-I -
Processo Número 85/82 Livro Tombo Arqueológico Etnográfico e Paisagístico
Data da Inscrição: 26 de novembro de 1.982
Localização: Município: PONTAL DO PARANÁ - Fazenda Sambaqui - Litoral paranaense
Proprietário: Particular - Âncora Comercial S/A
Histórico
Os sambaquis "A" e "B" do Guaraguaçu estão situados na margem direita do rio Guaraguaçu, cerca de 6 quilômetros ao sul da Baía de Paranaguá e a 7 quilômetros do Oceano Atlântico, município de Pontal do Paraná.
O local arqueológico conhecido genericamente como sambaqui do Guaraguaçu, é na verdade constituído por sambaquis germinados que englobados mediam, na base, 300 metros de comprimento e 50 metros de largura. A altura era de 21 metros. O Sambaqui B foi datado pelo método do carbono-14 em 4.128 + ou – AP. ou 2.178 a.C.
Os remanescentes dos sambaquis retratam a imponência original de suas estruturas e representam os maiores sítios do gênero no litoral paranaense.

No primeiro século do Brasil colonial, lemos o teor de uma carta mostrando que no Brasil havia cal em abundancia, o que favorecia a construção civil, utilizando tal substancia como argamassa. Estes depósitos de cal eram chamados de SAMBAQUI:

SAMBAQUI EM SANTA CATARINA
Esperamos também resposta de Vossa Reverendissima
para começar o collegio do Salvador na
Bahia, no qual não tanto gastaremos como pensaes,
porém com cem crusados se poderão fazer
moradias de taipa que bastem para principiar.
Os estudantes com pouco se manterão. Poder-se-hia
até fazel-as de pedra, si assim parece a Vossa Reve
rendissima, porque agora ha muito boa cal. (Nobrega
[1550], 1988, p.111)
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Inscrição Tombo 13-I -
Processo Número 85/82 Livro Tombo Arqueológico Etnográfico e Paisagístico
Data da Inscrição: 26 de novembro de 1.982
Localização: Município: PONTAL DO PARANÁ - Fazenda Sambaqui - Litoral paranaense
Proprietário: Particular - Âncora Comercial S/A
Histórico
Os sambaquis "A" e "B" do Guaraguaçu estão situados na margem direita do rio Guaraguaçu, cerca de 6 quilômetros ao sul da Baía de Paranaguá e a 7 quilômetros do Oceano Atlântico, município de Pontal do Paraná.
O local arqueológico conhecido genericamente como sambaqui do Guaraguaçu, é na verdade constituído por sambaquis germinados que englobados mediam, na base, 300 metros de comprimento e 50 metros de largura. A altura era de 21 metros. O Sambaqui B foi datado pelo método do carbono-14 em 4.128 + ou – AP. ou 2.178 a.C.
Os remanescentes dos sambaquis retratam a imponência original de suas estruturas e representam os maiores sítios do gênero no litoral paranaense.

domingo, 31 de janeiro de 2010
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
A Wikipedia na parte que fala sobre a Nova Republica fala o seguinte sobre FHC:
Com o sucesso do Plano Real, Cardoso, centro-direita, concorre e é eleito presidente em 1994, conseguindo a reeleição em 1998. No primeiro mandato de FHC é aprovada à emenda constitucional que permite à reeleição em cargos eletivos do Legislativo e Executivo. Fernando Henrique Cardoso também foi o responsável por privatizar grandes empresas estatais como a Telebrás e a Companhia Vale do Rio Doce, por conseqüência de uma política neoliberal adotada pelo governo deste sociólogo.

MEU COMENTÁRIO: A política neoliberal começou a ser implantada no Brasil com o presidente Collor, mas é em FHC que o Brasil abriu as portas para a concorrências estrangeira, alem de desestatizar a economia com a venda de gigantes estatais com a Telebrás e a Vale do Rio Doce, uma das maiores mineradoras do planeta. Votei no FHC e não me arrependo.
Com o sucesso do Plano Real, Cardoso, centro-direita, concorre e é eleito presidente em 1994, conseguindo a reeleição em 1998. No primeiro mandato de FHC é aprovada à emenda constitucional que permite à reeleição em cargos eletivos do Legislativo e Executivo. Fernando Henrique Cardoso também foi o responsável por privatizar grandes empresas estatais como a Telebrás e a Companhia Vale do Rio Doce, por conseqüência de uma política neoliberal adotada pelo governo deste sociólogo.
MEU COMENTÁRIO: A política neoliberal começou a ser implantada no Brasil com o presidente Collor, mas é em FHC que o Brasil abriu as portas para a concorrências estrangeira, alem de desestatizar a economia com a venda de gigantes estatais com a Telebrás e a Vale do Rio Doce, uma das maiores mineradoras do planeta. Votei no FHC e não me arrependo.
ITAMAR FRANCO, O RANCOROSO
ITAMAR FRANCO, O RANCOROSO
Foi um homem fraco de personalidade, não era carismático, mas teve um super-ministro da fazenda que devemos atribuir-lhe a gloria de ter estabilizado a inflação e ter colocado o Brasil em uma outro patamar.
A Wikipédia diz sobre Itamar na parte sobre a Nova República:
“Collor de Mello foi sucedido na presidência pelo vice-presidente Itamar Franco em cuja administração é adotado o Plano Real, um plano econômico inédito no mundo executado pela equipe do então ministro da fazenda, Fernando Henrique Cardoso (FHC). Percebendo que a hiperinflação brasileira era um fenômeno emocional de separação da unidade monetária de troca da unidade monetária de contas, o plano concentrou todos os índices de reajuste de preços existentes em um único índice, a Unidade Real de Valor, ou URV. Esta, posteriormente, foi transformada em moeda corrente, o real, controlando assim o maior problema econômico do Brasil: a inflação”.
Foi um homem fraco de personalidade, não era carismático, mas teve um super-ministro da fazenda que devemos atribuir-lhe a gloria de ter estabilizado a inflação e ter colocado o Brasil em uma outro patamar.
A Wikipédia diz sobre Itamar na parte sobre a Nova República:
“Collor de Mello foi sucedido na presidência pelo vice-presidente Itamar Franco em cuja administração é adotado o Plano Real, um plano econômico inédito no mundo executado pela equipe do então ministro da fazenda, Fernando Henrique Cardoso (FHC). Percebendo que a hiperinflação brasileira era um fenômeno emocional de separação da unidade monetária de troca da unidade monetária de contas, o plano concentrou todos os índices de reajuste de preços existentes em um único índice, a Unidade Real de Valor, ou URV. Esta, posteriormente, foi transformada em moeda corrente, o real, controlando assim o maior problema econômico do Brasil: a inflação”.
FERNANDO COLLOR DE MELLO
A Wikipédia apresenta um texto sobre Fernando Collor na parte relativa a Nova Republica que transcrevi abaixo. Mas gostaria de comentar que votei no Collor e não me arrependo. Ainda que seu governo foi deficiente, acreditei em suas propostas e não tem nem comparação as denuncias de corrupção durante o governo Collor em comparação, por exemplo ao governo de Lula. Mas na nossa sociedade o que fale são os resultados. Não importando os meios.
Se na era Lula a economia cresceu, a moeda ficou estável e o pobre teve mais acesso ao mercado de bens de consumo, também é verdade que os esquemas de corrupção como o Mensalão da Câmera dos deputados e outros esquemas que envolviam praticamente todos as pessoas próximas ao presidente Lula também foi uma realidade, em que a sociedade reagiu com indiferença. Pois o que vale é que o Brasil esta melhorando...
TEXTO DA WIKIPÉDIA:

“Fernando Collor de Mello foi o primeiro presidente eleito por voto popular, após a ditadura militar. Em pouco mais de um ano sofre impeachment.
Em 1989, o ex-governador do estado de Alagoas Fernando Collor, praticamente desconhecido no resto do país, por força de uma campanha agressiva baseada na promessa de combate à corrupção (combate aos marajás), da construção de uma imagem de líder jovem e dinâmico, que vendia uma imagem de político de direita progressista (seu partido era o inexpressivo Partido da Reconstrução Nacional) e com apoio dos setores que temiam a vitória do candidato do PT, Luiz Inácio da Silva, é eleito presidente, nas primeiras eleições diretas para o cargo desde 1960. Entretanto, após dois anos, o próprio irmão do presidente, Pedro Collor de Mello, faz denúncias públicas de corrupção através de um sistema de favorecimento montado pelo tesoureiro da campanha eleitoral, PC Farias. Sem qualquer resistência do Executivo, o Congresso Nacional instaura uma CPI cujas conclusões levam ao pedido de afastamento do presidente (impeachment).
Durante o processo, a Rede Globo de Televisão produz e transmite Anos rebeldes, de Gilberto Braga, uma série dramática ambientada nas manifestações de 1968, a qual serve de inspiração para o movimento dos caras-pintadas, manifestações de estudantes e intelectuais que, do alto de carros-de-som, clamavam por justiça e por um Brasil melhor. Fernando Collor de Mello renunciou antes de ter seu impedimento aprovado pelo Congresso, mas mesmo assim teve seus direitos políticos suspensos por dez anos, embora a lei em vigor na época previsse a suspensão do processo no caso de renúncia antes de sua conclusão. Collor mudou-se em seguida para Miami. A Justiça o absolveu de todos os processos movidos contra ele por sua gestão. PC Farias evadiu-se do país durante alguns anos e, após enviuvar, retornou a Alagoas mas, em 1996, foi encontrado em seu quarto de dormir, morto por ferimento de arma de fogo.”
Se na era Lula a economia cresceu, a moeda ficou estável e o pobre teve mais acesso ao mercado de bens de consumo, também é verdade que os esquemas de corrupção como o Mensalão da Câmera dos deputados e outros esquemas que envolviam praticamente todos as pessoas próximas ao presidente Lula também foi uma realidade, em que a sociedade reagiu com indiferença. Pois o que vale é que o Brasil esta melhorando...
TEXTO DA WIKIPÉDIA:
“Fernando Collor de Mello foi o primeiro presidente eleito por voto popular, após a ditadura militar. Em pouco mais de um ano sofre impeachment.
Em 1989, o ex-governador do estado de Alagoas Fernando Collor, praticamente desconhecido no resto do país, por força de uma campanha agressiva baseada na promessa de combate à corrupção (combate aos marajás), da construção de uma imagem de líder jovem e dinâmico, que vendia uma imagem de político de direita progressista (seu partido era o inexpressivo Partido da Reconstrução Nacional) e com apoio dos setores que temiam a vitória do candidato do PT, Luiz Inácio da Silva, é eleito presidente, nas primeiras eleições diretas para o cargo desde 1960. Entretanto, após dois anos, o próprio irmão do presidente, Pedro Collor de Mello, faz denúncias públicas de corrupção através de um sistema de favorecimento montado pelo tesoureiro da campanha eleitoral, PC Farias. Sem qualquer resistência do Executivo, o Congresso Nacional instaura uma CPI cujas conclusões levam ao pedido de afastamento do presidente (impeachment).
Durante o processo, a Rede Globo de Televisão produz e transmite Anos rebeldes, de Gilberto Braga, uma série dramática ambientada nas manifestações de 1968, a qual serve de inspiração para o movimento dos caras-pintadas, manifestações de estudantes e intelectuais que, do alto de carros-de-som, clamavam por justiça e por um Brasil melhor. Fernando Collor de Mello renunciou antes de ter seu impedimento aprovado pelo Congresso, mas mesmo assim teve seus direitos políticos suspensos por dez anos, embora a lei em vigor na época previsse a suspensão do processo no caso de renúncia antes de sua conclusão. Collor mudou-se em seguida para Miami. A Justiça o absolveu de todos os processos movidos contra ele por sua gestão. PC Farias evadiu-se do país durante alguns anos e, após enviuvar, retornou a Alagoas mas, em 1996, foi encontrado em seu quarto de dormir, morto por ferimento de arma de fogo.”
FIM DA ERA MILITAR
Fim da Era Militar
A Wikipedia apresenta assim o fim do Militarismo:
O Brasil era governado, desde 1964, por um sistema militar, caracterizado pela repressão política (principalmente aos ideais socialistas), altos investimentos no crescimento industrial e no nacionalismo exacerbado. No ápice da ditadura militar, no início da década de 1970, o Brasil passava por um período de milagre econômico, tinha um forte governo centralizado e repressor e desenvolvimento social. Entretanto, por causa de crises econômicas internacionais, o forte crescimento econômico brasileiro foi interrompido, e a pressão social passou a aumentar. Demandas populares por maiores liberdades, pelo fim da censura, pela anistia, entre outros movimentos, desestabilizavam o governo brasileiro no fim da década. O governo passou a estruturar, então, uma lenta transmissão para a democracia. Iniciada pelo presidente Ernesto Geisel, várias regalias foram concedidas ao povo brasileiro, mas vagarosamente.
João Figueiredo foi eleito pelo Colégio Eleitoral brasileiro em 1979, com a promessa de entregar a democracia de volta ao Brasil. Em seu governo, a anistia geral e irrestrita a todos os perseguidos políticos foi garantida, o pluripartidarismo foi permitido, e várias reformas políticas e econômicas que visavam a reestruturação do Brasil foram praticadas.
Pressões sociais culminaram em 1984, com o movimento Diretas Já, série de manifestações populares que pediam eleições diretas para presidente da república e o fim da interferência militar no governo brasileiro. Em 1984, o Colégio Eleitoral realizou eleições para presidente e, preterindo o candidato representante da situação, Paulo Maluf, optaram pelo candidato peemedebista, Tancredo Neves. Em 15 de Março de 1985, Neves seria o primeiro presidente civil a reger o país, desde João Goulart.

Redemocratização e estabilização do Brasil
Apesar de eleito, Neves não chegou a assumir o seu cargo. Devido a uma complicação de sua doença, Tancredo Neves foi internado, sendo operado no dia 14 de março de 1985 e contraindo infecção hospitalar. No dia da posse, 15 de março de 1985, assume então José Sarney de modo interino. No dia 21 de abril, o porta-voz da República anuncia o falecimento oficial do presidente Tancredo Neves. Deste dia em diante, Sarney seria reconhecido como presidente em exercício pleno.
Em 1° de março de 1986, Sarney e sua equipe econômica comandada por Dilson Funaro, ministro da Fazenda, lançam o "Plano Cruzado", conjunto de medidas para conter a inflação, entre as quais o congelamento de preços e a criação de uma nova moeda, o Cruzado (Cz$), valendo mil cruzeiros (Cr$) (moeda da época). Sarney apelou para a população que deu amplo apoio ao plano, inclusive com as pessoas se declarando "fiscais do Sarney" e denunciando violações ao congelamento de preços. O PMDB vence as eleições para governadores de 1986 em todos os estados (à exceção de Alagoas), porém após as eleições, em 21 de novembro de 1986, o governo decreta o "Plano Cruzado 2", com os preços sendo liberados. Isto ocasionou um descontentamento do povo para com o governo, pois o plano cruzado foi visto por muitos como uma simples estratégia política para vencer as eleições. A inflação volta a subir, a crise se alastra e em 20 de janeiro de 1987 o governo decreta moratória, deixando de pagar a dívida externa.
Em 29 de abril de 1987, o governo substitui Funaro por Luis Carlos Bresser Pereira, que com a inflação em alta, lança o "Plano Bresser", com novo congelamento de preços, em junho de 1987 e acabando com a moratória. A inflação volta a subir e em 6 de janeiro de 1988, Bresser é substituído por Maílson da Nóbrega.
A democracia foi re-estabelecida em 1988, quando a atual Constituição Federal foi promulgada[1]. Em 15 de janeiro de 1989 Maílson lança o "Plano Verão", com o lançamento de uma nova moeda, o cruzado novo (Ncz$) valendo então 1000 cruzados.
A Wikipedia apresenta assim o fim do Militarismo:
O Brasil era governado, desde 1964, por um sistema militar, caracterizado pela repressão política (principalmente aos ideais socialistas), altos investimentos no crescimento industrial e no nacionalismo exacerbado. No ápice da ditadura militar, no início da década de 1970, o Brasil passava por um período de milagre econômico, tinha um forte governo centralizado e repressor e desenvolvimento social. Entretanto, por causa de crises econômicas internacionais, o forte crescimento econômico brasileiro foi interrompido, e a pressão social passou a aumentar. Demandas populares por maiores liberdades, pelo fim da censura, pela anistia, entre outros movimentos, desestabilizavam o governo brasileiro no fim da década. O governo passou a estruturar, então, uma lenta transmissão para a democracia. Iniciada pelo presidente Ernesto Geisel, várias regalias foram concedidas ao povo brasileiro, mas vagarosamente.
João Figueiredo foi eleito pelo Colégio Eleitoral brasileiro em 1979, com a promessa de entregar a democracia de volta ao Brasil. Em seu governo, a anistia geral e irrestrita a todos os perseguidos políticos foi garantida, o pluripartidarismo foi permitido, e várias reformas políticas e econômicas que visavam a reestruturação do Brasil foram praticadas.
Pressões sociais culminaram em 1984, com o movimento Diretas Já, série de manifestações populares que pediam eleições diretas para presidente da república e o fim da interferência militar no governo brasileiro. Em 1984, o Colégio Eleitoral realizou eleições para presidente e, preterindo o candidato representante da situação, Paulo Maluf, optaram pelo candidato peemedebista, Tancredo Neves. Em 15 de Março de 1985, Neves seria o primeiro presidente civil a reger o país, desde João Goulart.
Redemocratização e estabilização do Brasil
Apesar de eleito, Neves não chegou a assumir o seu cargo. Devido a uma complicação de sua doença, Tancredo Neves foi internado, sendo operado no dia 14 de março de 1985 e contraindo infecção hospitalar. No dia da posse, 15 de março de 1985, assume então José Sarney de modo interino. No dia 21 de abril, o porta-voz da República anuncia o falecimento oficial do presidente Tancredo Neves. Deste dia em diante, Sarney seria reconhecido como presidente em exercício pleno.
Em 1° de março de 1986, Sarney e sua equipe econômica comandada por Dilson Funaro, ministro da Fazenda, lançam o "Plano Cruzado", conjunto de medidas para conter a inflação, entre as quais o congelamento de preços e a criação de uma nova moeda, o Cruzado (Cz$), valendo mil cruzeiros (Cr$) (moeda da época). Sarney apelou para a população que deu amplo apoio ao plano, inclusive com as pessoas se declarando "fiscais do Sarney" e denunciando violações ao congelamento de preços. O PMDB vence as eleições para governadores de 1986 em todos os estados (à exceção de Alagoas), porém após as eleições, em 21 de novembro de 1986, o governo decreta o "Plano Cruzado 2", com os preços sendo liberados. Isto ocasionou um descontentamento do povo para com o governo, pois o plano cruzado foi visto por muitos como uma simples estratégia política para vencer as eleições. A inflação volta a subir, a crise se alastra e em 20 de janeiro de 1987 o governo decreta moratória, deixando de pagar a dívida externa.
Em 29 de abril de 1987, o governo substitui Funaro por Luis Carlos Bresser Pereira, que com a inflação em alta, lança o "Plano Bresser", com novo congelamento de preços, em junho de 1987 e acabando com a moratória. A inflação volta a subir e em 6 de janeiro de 1988, Bresser é substituído por Maílson da Nóbrega.
A democracia foi re-estabelecida em 1988, quando a atual Constituição Federal foi promulgada[1]. Em 15 de janeiro de 1989 Maílson lança o "Plano Verão", com o lançamento de uma nova moeda, o cruzado novo (Ncz$) valendo então 1000 cruzados.
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