domingo, 2 de outubro de 2011

VACCINE REVOLT


The Vaccine Revolt occurred in 1904 in the city of Rio de Janeiro, in those days, the city CArioca suffered with several epidemics caused by poor hygiene and poor sanitary conditions in the Brazilian capital. As a measure against diseases such as smallpox, plague and yellow fever, was established by President Rodrigues Alves mandatory vaccination, then the head of the National Department of Public Health, was the sanitarian Oswaldo Cruz.


The people revolted against compulsory vaccination and promoted popular riots and vandalism of public property in protest. The president was not deterred and went ahead with the vaccination program by force. But on 16 November 1904 and the president repealed the law mandating the vaccine, fearing the worst consequences brought on by a civil war as the evils of an epidemic. (Scribe Valdemir Mota de Menezes)

GUERRA DO CONTESTADO

A Guerra do Contestado foi outra revolta popular contra os desmandos do Governo Federal que concedeu a uma Companhia Ferroviária o direito de explorar 15 km de cada lado da linha férrea. O Governo alegou que tais terras eram devolutas, desconsiderando completamente a população que vivia nesta localidade entre os Estados de São Paulo ao Rio Grande do Sul. (Escriba Valdemir Mota de Menezes)






Guerra do Contestado
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Guerra do Contestado
Data
12 de outubro de 1912 - Agosto de 1916
Local
Região do contestado, sul do Brasil
Resultado
Acordo de limites entre os governos de Paraná e Santa Catarina
Combatentes
Rebeldes
Brasil
Comandantes
José Maria de Santo Agostinho
Maria Rosa Adeodato
Carlos Frederico de Mesquita
Tertuliano Potyguara Marechal Hermes da Fonseca
Forças
10.000 soldados do Exército Encantado de São Sebastião
7.000 soldados do Exército Brasileiro e 1.000 civis contratados
Baixas
5.000-8.000 entre mortos, feridos e desaparecidos
800-1.000 entre mortos, feridos ou desertores









A Guerra do Contestado foi um conflito armado entre a população cabocla e os representantes do poder estadual e federal brasileiro travado entre outubro de 1912 a agosto de 1916, numa região rica em erva-mate e madeira disputada pelos estados brasileiros do Paraná e de Santa Catarina.
Originada nos problemas sociais, decorrentes principalmente da falta de regularização da posse de terras e da insatisfação da população hipossuficiente, numa região em que a presença do poder público era pífia, o embate foi agravado ainda pelo fanatismo religioso, expresso pelo messianismo e pela crença, por parte dos caboclos revoltados, de que se tratava de uma guerra santa.









A região fronteiriça entre os estados do Paraná e Santa Catarina recebeu o nome de Contestado devido ao fato de que os agricultores contestaram a doação que o governo brasileiro fez aos madeireiros e à Southern Brazil Lumber & Colonization Company. Como foi uma região de muitos conflitos, ficou conhecida como Contestado, justamente por ser uma região de disputas de limites entre os dois estados brasileiros.
















Antecedentes
Ação judicial de Santa Catarina contra o Paraná em 1900, por limites
Decisões judiciais do STF pró-Santa Catarina em 1904, 1909 e 1910
Revolta do ex-maragato Demétrio Ramos na zona do Timbó, em 1905 e 1906
Construção da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande, de 1908 a 1910
Criação dos municípios de Canoinhas, Itaiópolis e Três Barras em Santa Catarina, e de Timbó no Paraná.
Instalação da Southern Brazil Lumber & Colonization em Calmon (1908) e em Três Barras (1912)
Construção do Ramal de São Francisco, a partir de 1911
1911: Revolta do ex-maragato Aleixo Gonçalves de Lima em Canoinhas
1910-1912: Questão de terras da fazenda Irani e da Cia. Frigorífica e Pastoril
Combate no Banhado Grande, em Irani, em outubro de 1912
1911: Escrituração de glebas de terras devolutas do Contestado para a EFSPRG
Disputas pela exploração dos ervais - concessões de Estados e Municípios
Vendas suspeitas de terras no Contestado, do Estado para especuladores – bendegós
Disputas eleitorais entre os coronéis da região pelos domínios políticos nos municípios
Espírito guerreiro do Caboclo Pardo (Revolução Farroupilha e Revolução Federalista)
Religiosidade: messianismo, misticismo e fanatismo da população cabocla
Ideologia nacionalista – civilismo na República – construção do exército

















Preliminares: o poder dos monges
Para entender-se bem a guerra sertaneja , é preciso voltar um pouco no tempo e resgatar o valor da figura de três monges da região. O primeiro monge que galgou fama foi João Maria, um homem de origem italiana, que peregrinou pregando e atendendo doentes de 1844 a 1870. Fazia questão de viver uma vida extremamente humilde, e sua ética e forma de viver arrebanhou milhares de crentes, reforçando o messianismo coletivo. Sublinhe-se, porém, que não exerceu influência direta nos acontecimentos da Guerra do Contestado que ocorreria posteriormente. João Maria morreu em 1870, em Sorocaba, estado de São Paulo









O segundo monge adotou o codinome (alcunha) de João Maria,[1] mas seu verdadeiro nome era Atanás Marcaf, provavelmente de origem síria. Aparece publicamente com a Revolução Federalista de 1893, mostrando uma postura firme e uma posição messiânica. Sobre sua situação política, dizia ele "estou do lado dos que sofrem". Chegou, inclusive, a fazer previsões sobre os fatos políticos da sua época. Atuava na região entre os rios Iguaçu e Uruguai. É de destacar a sua influência inquestionável sobre os crentes, a ponto de estes esperarem a sua volta através da ressurreição, após seu desaparecimento em 1908.













As entrelinhas do que estava por vir estavam se amarrando entre si. A espera dos fiéis acaba em 1912, quando apareceu publicamente a figura do terceiro monge. Este era conhecido inicialmente como um curandeiro de ervas, tendo se apresentado com o nome de José Maria de Santo Agostinho, ainda que, de acordo com um laudo da polícia da Vila de Palmas, Estado do Paraná, ele fosse, na verdade, um soldado desertor condenado por estupro, de nome Miguel Lucena de Boaventura.









Como ninguém conhecia ao certo a sua origem, como aparentava uma vida reta e honesta, não lhe foi difícil granjear em pouco tempo a admiração e a confiança do povo. Um dos fatos que lhe granjearam fama foi a presunção de ter ressuscitado uma jovem (provavelmente apenas vítima de catalepsia patológica). Supostamente também recobrou a saúde da esposa do coronel Francisco de Almeida, acometida de uma doença incurável. Com este episódio, o monge ganha ainda mais fama e credibilidade ao rejeitar terras e uma grande quantidade de ouro que o coronel, agradecido, lhe queria oferecer.













A partir daí, José Maria passa a ser considerado santo: um homem que veio à terra apenas para curar e tratar os doentes e necessitados. Metódico e organizado, estava muito longe do perfil dos curandeiros vulgares. Sabia ler e escrever e anotava em seus cadernos as propriedades medicinais das plantas encontradas na região. Com o consentimento do coronel Almeida, montou no rancho de um dos capatazes o que chamou de farmácia do povo, onde fazia o depósito de ervas medicinais que utilizava no atendimento diário, até horas tardias da noite, a quem quer que o visitasse.

















Os confrontos se iniciam

Madeira, uma das riquezas exploradas nas margens da ferrovia do Contestado
Após a conclusão das obras do trecho catarinense da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande]], a companhia Brazil Railway Company, que recebeu do governo 15 km de cada lado da ferrovia,[2] iniciou a desapropriação de 6.696 km² de terras (equivalentes a 276.694 alqueires) [2] ocupadas já há muito tempo por posseiros que viviam na região entre o Paraná e Santa Catarina. O governo brasileiro, ao firmar o contrato com a Brazil Railway Company, declarou a área como devoluta, ou seja, como se ninguém ocupasse aquelas terras.[3] "A área total assim obtida deveria ser escolhida e demarcada, sem levar em conta sesmarias nem posses, dentro de uma zona de trinta quilômetros, ou seja, quinze para cada lado"..[4] Isso, e até mesmo a própria outorga da concessão feita à Brazil Railway Company, contrariava a chamada Lei de Terras de 1850.[4] Não obstante, o governo do Paraná reconheceu os direitos da ferrovia; atuou na questão, como advogado da Brazil Railway, Affonso Camargo, então vice-presidente do estado.













Esses camponeses que viram o direito às terras que ocupavam ser usurpado,[5] e os trabalhadores que foram demitidos pela companhia (1910), decidiram então ouvir a voz do monge José Maria, sob o comando do qual organizaram uma comunidade. Resultando infrutíferas quaisquer tentativas de retomada das terras - que foram declaradas "terras devolutas" pelo governo brasileiro no contrato firmado com a ferrovia [3] - cada vez mais passou-se a contestar a legalidade da desapropriação. Uniram-se ao grupo diversos fazendeiros que, por conta da concessão, estavam perdendo terras para o grupo de Farquhar, bem como para os coronéis manda-chuvas da região.













A união destas pessoas em torno de um ideal, levou à organização do grupo armado, com funções distribuídas entre si. O messianismo adquiria corpo. A vida era comunitária, com locais de culto e procissões, denominados redutos. Tudo pertencia a todos. O comércio convencional foi abolido, sendo apenas permitidas trocas. Segundo as pregações do líder, o mundo não duraria mais 1000 anos e o paraíso estava próximo. Ninguém deveria ter medo de morrer porque ressuscitaria após o combate final. É de destacar a importância atribuída às mulheres nesta sociedade. A virgindade era particularmente valorizada.

Bandeira da "Monarquia Celestial". Branca com uma cruz verde, evoca os estandartes das antigas ordens monástico militares como as dos templários, por exemplo.
O "santo monge" José Maria rebelou-se, então, contra a recém formada república brasileira e decidiu dar status de governo independente à comunidade que comandava. Para ele, a República era a "lei do diabo". Nomeou "Imperador do Brasil" um fazendeiro analfabeto, nomeou a comunidade de "Quadro Santo" e criou uma guarda de honra constituída por 24 cavaleiros que intitulou de "Doze Pares de França", numa alusão à cavalaria de Carlos Magno na Idade Média.
Os camponeses uniram-se a este, fundando alguns povoados, cada qual com seu santo. Cada povoado seria como uma "Monarquia Celeste", com ordem própria, à semelhança do que Antônio Conselheiro fizera em Canudos.













Convidado a participar da festa do Senhor do Bom Jesus, na localidade de Taquaruçu (município de Curitibanos), o monge vai acompanhado de cerca de 300 fiéis, e lá permanece por várias semanas, atendendo aos doentes e prescrevendo remédios.
Desconfiado com o que acontecia, e com medo de perder o mando da situação local em Curitibanos, o coronel Francisco de Albuquerque, rival do coronel Almeida, enviou um telegrama para a capital do estado pedindo auxílio contra "rebeldes que proclamaram a monarquia em Taquaruçu"'.

















Primeiras mortes

Placa no Museu do Contestado, em Caçador -SC- Brasil.
O governo brasileiro, então comandado pelo Marechal Hermes da Fonseca, responsável pela "Política das Salvações", caracterizada por intervenções político-militares que em diversos Estados do país pretendiam eliminar seus adversários políticos, sentiu indícios de insurreição neste movimento e decidiu reprimi-lo, enviando tropas para "acalmar" os ânimos.
Antevendo o que estava por vir, José Maria parte imediatamente para a localidade de Irani com todo o seu carente séquito. A localidade nesta época pertencia a Palmas, cidade que estava na jurisdição do Paraná, e que tinha com Santa Catarina questões jurídicas não resolvidas por conta de divisas territoriais, e acabou vendo nessa grande movimentação uma estratégia de ocupação daquelas terras.









A guerra do Contestado inicia-se neste ponto: em defesa de suas terras, várias tropas do Regimento de Segurança do Paraná são enviadas para o local, a fim de obrigar os invasores a voltar para Santa Catarina. Estamos em outubro de 1912.
Mas as coisas ocorrem bem diferente do planejado. Tem início um confronto sangrento entre tropas do governo e fiéis do Contestado no lugar chamado "Banhado Grande". Ao término da luta, estão sem vida dezenas de pessoas, de ambos os lados. Morreram no confronto o coronel João Gualberto, que comandava as tropas, e também o monge José Maria, mas os partidários do contestado tinham conseguido a sua primeira vitória.
José Maria é enterrado com tábuas pelos seus fiéis, a fim de facilitar a sua ressurreição, já que os caboclos acreditavam que este ressuscitaria acompanhado de um Exército Encantado, vulgarmente chamado de Exército de São Sebastião, que os ajudaria a fortalecer a Monarquia Celeste e a derrubar a República, que cada vez mais acreditava-se ser um instrumento do diabo, dominado pelas figuras dos coronéis.













Mais confrontos, ataques e contra-ataques
Em 8 de fevereiro de 1914, numa ação conjunta de Santa Catarina, Paraná e governo federal, foi enviado a Taquaruçu um efetivo de 700 soldados, apoiados por peças de artilharia e metralhadoras. Estes logram êxito na empreitada, incendeiam completamente o acampamento dos jagunços, mas sem muitas perdas humanas, já que os caboclos e fiéis da causa do Contestado se refugiaram em Caraguatá, local de difícil acesso e onde já viviam cerca de 20.000 pessoas.
Os fiéis que mudaram para Caraguatá, interior do atual município de Lebon Régis, eram chefiadas por Maria Rosa, uma jovem com 15 anos de idade, considerada pelos historiadores como uma Joana D'Arc do sertão, já que "combatia montada em um cavalo branco com arreios forrados de veludo, vestida de branco, com flores nos cabelos e no fuzil". Após a morte de José Maria, Maria Rosa afirmava receber, espiritualmente, ordens do mesmo, o que a fez assumir a liderança espiritual e militar de todos os revoltosos, então cerca de 6.000 homens.









De março a maio outras expedições foram realizadas, porém todas sem sucesso. Em 9 de março de 1914, embaladas pela vitória de Taquaruçu, que tinham destruído completamente, as tropas cercam e atacam Caraguatá, mas aí o desastre é total. Fogem em pânico perseguidos pelos revoltosos. Esta nova vitória enche os contestadores de ânimo. O fato repercute em todo o interior, trazendo para o reduto ainda mais pessoas com interesses afins, mas também atinge em cheio ao governo e aos órgãos legalmente constituídos.













Como cada vez mais pessoas engajavam-se abertamente ao movimento, piquetes foram formados pelos fiéis para o arrebanhamento de animais da região a fim de suprir as necessidades alimentícias do núcleo de Caraguatá. São então fundados os redutos de Bom Sossego e São Sebastião. Só neste último se aglomeravam cerca de 2.000 pessoas.
Além de colocar em prática técnicas de guerrilha para a defesa dos ataques do governo, os fanáticos passaram ao contra-ataque. Em 2 de setembro, lançaram um documento que intitulou-se "Manifesto Monarquista", deflagrando-se, a partir de então, o que chamavam de a Guerra Santa, caracterizada por saques e invasões de propriedades de coronéis e por um discurso que exigia pobreza e cobrava exploração ao máximo da República.













Invadiam as fazendas dos coronéis tomando para si tudo o que precisavam para suprir as necessidades do reduto. Além disso, amparados nas vitórias que tiveram, atacaram várias cidades, como foi o caso de Curitibanos, onde os alvos eram invariavelmente os cartórios, locais onde se encontravam os registros das terras que antes a eles pertenciam. Não bastasse isso, num outro ataque na localidade de Calmon, destruíram completamente a segunda serraria da Lumber, uma das empresas que vieram de fora para explorar a madeira da faixa de terra de 30 quilômetros (15 quilômetros de cada lado) às margens da ferrovia.













O controle começa a mudar de lado

Placa no local onde, em janeiro de 1914, o exército brasileiro construiu o Campo da Aviação de Rio Caçador.
Com a ordem social cada vez mais caótica na região, o governo central designa o general Carlos Frederico de Mesquita, veterano de Canudos, para comandar uma ação contra os rebeldes. Inicialmente tenta, sem êxito, um acordo para dispensar os revoltosos; a seguir ataca duramente Santo Antônio, obrigando os rebeldes a fugir. O reduto de Caraguatá, que antes vira as tropas do governo fugirem perseguidas por revoltosos, tem agora de ser abandonada às pressas pelos mesmos revoltosos devido a uma grande epidemia de tifo. Considerando, equivocadamente, dispersos os revoltosos, o general Mesquita dá a luta por encerrada.









Mas a calmaria terminaria logo. Os revoltosos rapidamente se reagrupam e se organizam na localidade de Santa Maria, interior norte do município de Lebon Régis, intensificando os ataques: tomam e incendeiam a estação de Calmon; dizimam a vila de São João (Matos Costa), atacam Curitibanos e ameaçam Porto União da Vitória, cuja população abandona a cidade em desespero.
Os boatos chegam até Ponta Grossa e dizem que os revoltosos e seu exército pretendem marchar até o Rio de Janeiro para depor o Presidente. Os rebeldes já dominam, nesta altura dos acontecimentos, cerca de 250 km² da região do Contestado.









O governo federal joga uma outra, e ainda mais dura, cartada: nomeia o general Fernando Setembrino de Carvalho para o comando das operações contra os Contestadores. Este chega a Curitiba em setembro de 1914, chefiando cerca de 7.000 homens, com ordens de sufocar a rebelião e pacificar a região a qualquer custo. Sua primeira providência foi restabelecer as ligações ferroviárias e guarnecer as mesmas de novos ataques.
Nas proximidades da ferrovia, o exército brasileiro construiu o Campo da Aviação de Rio Caçador, onde hoje existe o município homônimo. Como apoio de operações de guerra, pela primeira vez na história da América Latina foram usados dois aviões para fins de reconhecimento. Em um acidente durante as operações, morreu o Capitão Ricardo Kirk, primeiro aviador militar do Brasil.
Astutamente, Setembrino enviou um manifesto aos revoltosos no qual garantia a devolução de terras para quem se entregasse pacificamente. Garantia também, por outro lado, um tratamento hostil e severo para quem resolvesse continuar em luta contra o governo.

















Mudança de estratégia

Marcos históricos da Guerra do Contestado. (Museu do Contestado)
Com o passar do tempo, general Fernando Setembrino de Carvalho adotou uma nova postura de guerra, evitando o combate direto, que era o que os revoltosos esperavam e para o que estavam se preparando, optando, pelo contrário, por cercar o reduto dos fanáticos com tropas por todos os lados, evitando que entrassem ou saíssem da região onde estavam. Para isto, o general dividiu seu efetivo em quatro alas com nomes dos quatro pontos cardeais e, gradativamente, foi avançando e destruindo qualquer resistência que encontrasse pelo caminho.
Com esta nova estratégia, rapidamente começou a faltar comida nos acampamentos dos revoltosos. Isto teve como consequência imediata a rendição de dezenas de caboclos. Contudo, a maioria dos que se entregavam eram velhos, mulheres e crianças - talvez uma contra-estratégia dos fiéis para que sobrasse mais comida aos combatentes que ficaram para trás e que ainda defenderiam a causa.









Neste ponto da guerra do Contestado, começa a se destacar a figura de Deodato Manuel Ramos, vulgo "Adeodato", considerado pelos historiadores como o último líder dos Contestadores. Adeodato transfere o núcleo dos revoltosos para o vale de Santa Maria, que contava ainda com cerca de 50.000 homens. Só que aí, à medida que ia faltando o alimento, Adeodato passa a revelar-se cada vez mais autoritário, não aceitando a rendição. Aos que se entregavam, aplicava sem dó a Pena de morte.









Cerco fechado, sem pressa e deixando os revoltosos nervosos lutarem contra si mesmos, em 8 de Fevereiro de 1915 a ala Sul, comandada pelo tenente-coronel Estillac, chega a Santa Maria. De um lado as forças do governo, bem armadas, bem alimentadas, de outro, rebeldes também armados, é verdade, mas famintos e sem ânimo para resistir muito tempo. A luta inicial é intensa e, à noite, o tenente-coronel ordena a retirada, afinal, já contabilizara só no seu lado 30 mortos e 40 feridos. Novos ataques e recuos ocorreram nos dias seguintes.
Em 28 de março de 1915,o capitão Tertuliano Potyguara parte da vila de Reinchardt com 1.085 homens em direção a Santa Maria, perdendo só em emboscadas durante o trajeto, 24 homens. Depois de vários confrontos, num deles Maria Rosa, a líder espiritual dos rebeldes, morre às margens do rio Caçador. Em 3 de abril, as tropas de Estillac e Potyguara avançam juntas e ordenadas para o assalto final a Santa Maria, onde restavam apenas alguns combatentes já quase mortos pela fome.









Em 5 de Abril, depois do grande assalto a Santa Maria, o general Estillac registra que "tudo foi destruído, subindo o número de habitações destruídas a 5.000 (…) as mulheres que se bateram como homens foram mortas em combate (…) o número de jagunços mortos eleva-se a 600. Os redutos de Caçador e de Santa Maria estão extintos. Não posso garantir que todos os bandidos que infestam o Contestado tenham desaparecido, mas a missão confiada ao exercito está cumprida". Os rebeldes sobreviventes se dispersaram em muitas cidades.
Em dezembro de 1915 o último dos redutos dos revoltosos foi devastado pelas tropas de Setembrino. Adeodato fugiu, vagando com tropas no seu encalço. Conseguiu, no entanto, escapar de seus perseguidores e, como foragido, ficou ainda 8 meses escondendo-se pelas matas da região. Mas a fome e o cansaço, além de uma perseguição sem trégua, fizeram com que Adeodato se rendesse. Encerrava-se então, em agosto de 1916, com a prisão de Adeodato, a Guerra do Contestado.









Adeodato foi capturado e condenado a 30 anos de prisão. Entretanto, em 1923, 7 anos após ter sido preso, Adeodato é morto pelo próprio diretor da cadeia numa tentativa de fuga.









Estatísticas do confronto
Área conflagrada: 20.000 km²
População da época envolvida na área de conflito: aproximadamente 40.000 habitantes
Municípios do Paraná, na época: Rio Negro, Itaiópolis, Três Barras, União da Vitória e Palmas
Municípios de Santa Catarina, na época: Lages, Curitibanos, Campos Novos Canoinhas e Porto União













Consequências imediatas
20 de outubro de 1916: Assinatura do Acordo de Limites Paraná-Santa Catarina, no Rio de Janeiro;
7 de novembro de 1916: Manifestações nos municípios do Contestado-Paranaense contra o acordo;
De maio a agosto de 1917: Sublevação popular no Contestado-Paranaense, pró Estado das Missões;
Maio e junho de 1917: Ascensão e assassinato do monge Jesus Nazareno;
3 de Agosto de 1917: Homologação final do Acordo de Limites;
Setembro de 1917: Instalação dos municípios de Mafra, Joaçaba (então Cruzeiro), Chapecó e de Porto União;
1918: Reinício da colonização no Centro-Oeste Catarinense, por empresas particulares;
Janeiro e maio de 1920: Revolta política em Erval e Cruzeiro;
Março de 1921: Revolta de caboclos contra medição de terras, entre Catanduvas e Capinzal.
[editar] Mais dados importantes
Início da Guerra: outubro de 1912
Tempo da Guerra: 46 meses (out/1912 a ago/1916)
Auge da Guerra: Março-abril de 1915, em Santa Maria, na Serra do Espigão
Final da Guerra: Agosto de 1916, com a captura de Adeodato, o último líder do Contestado
Combatentes militares no auge da Guerra: 8.000 homens, sendo 7.000 soldados do Exército Brasileiro, do Regimento de Segurança do Paraná, do Regimento de Segurança de Santa Catarina, mais 1.000 civis contratados.
Exército Encantado de São Sebastião: 10.000 combatentes envolvidos durante a Guerra.
Baixas nos efetivos legalistas militares e civis: de 800 a 1.000, entre mortos, feridos e desertores













Baixas na população civil revoltada: de 5.000 a 8.000, entre mortos, feridos e desaparecidos
Custo da Guerra para a União: cerca de 3.000:000$000, mais soldados militares
A Guerra do Contestado durou mais tempo e produziu mais mortes que a Guerra de Canudos, outro conflito semelhante em terras do Brasil.
Em cinco anos de guerra, 9 mil casas foram queimadas e 20 mil pessoas mortas.













Representações na cultura
BORELLIi, Romario José. "O CONTESTADO" . Teatro. 1972. Orion Editora, PR, 2006. Literatura
VASCONCELLOS, Aulo Sanford. Chica Pelega. Florianópolis: Insular, 2002.
VASCONCELLOS, Aulo Sanford. O Dragão Vermelho do Contestado. Florianópolis: Insular, 2000.













Referências
AURAS, Marli. Guerra do Contestado: a organização da Irmandade Cabocla. Florianópolis: UFSC, Assembleia Legislativa; São Paulo: Cortez Editora e Livraria, 1984.
a b A Ferrovia do Contestado.
a b ANGELO, Vitor Amorim de. Guerra do Contestado: Conflito alcançou enormes proporções. UOL Educação, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação Reproducão.
a b QUEIROZ, Maurício Vinhas de. Messianismo e Conflito Social – A Guerra Sertaneja do Contestado: 1912/1916. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966.
a b THOMÉ, N. PR e SC Disputam Território. Curitiba: Gazeta do Povo, Suplemento, 2003.
[editar] Bibliografia
FRAGA, Nilson Cesar. Mudanças e Permanências na Rede Viária do Contestado: uma abordagem acerca da formação territorial no sul do Brasil. Curitiba: Tese de Doutorado apresentada para obtenção do título de Doutor em Meio Ambiente e Desenvolvimento, Universidade Federal do Paraná, 2006.
FROTA, Guilherme de Andrea. 500 Anos de História do Brasil. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército, 2000.
Grandes Acontecimentos da História - Revista da Editora 3, nº 4 (setembro de 1973).
MACHADO, Paulo Pinheiro. Lideranças do Contestado: a formação e a atuação das chefias caboclas. Campinas: UNICAMP, 2004.
MONTEIRO, Duglas Teixeira. Os errantes do novo século. São Paulo: Duas Cidades, 1974.
SANTOS, Walmor. Contestado: A guerra dos equívocos. V. 1: O poder da fé. São Paulo: Record, 2009. ISBN 978-85-01-08445-3.
SCHÜLER, Donaldo. Império Caboclo. Porto Alegre: Movimento, 1994.
THOMÉ, Nilson. A Política no Contestado: do curral da fazenda ao pátio da fábrica. Caçador: Universidade do Contestado, 2002.
VALENTINI, Delmir José. Da cidade à corte celeste: memórias de sertanejos e a guerra do Contestado. Caçador: Universidade do Contestado, 1998.
VINHAS DE QUEIROZ, Maurício. Messianismo e conflito social: a guerra sertaneja do Contestado (1912-1916). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966.








GUERRA DOS CANUDOS

Nenhum Governo deste mundo consegue satisfazer os anseios populares, mas alguns governos são piores ainda, conseguem ser tiranos com os seus súditos. Isto levou Antonio Conselheiro e os seus liderados a enfrentarem o governo da Bahia e o Governo Federal. Como cristão, não creio em revoltas e revoluções violentas, mas é evidente que o Estado usou de força descomunal para massacrar um vilarejo de pobres e maltrapilhos. (Escriba Valdemir Mota de Menezes)





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Fonte;
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/canudos_resumo.htm

Situação do Nordeste no final do século XIX (contexto histórico)

- Fome – desemprego e baixíssimo rendimento das famílias deixavam muitos sem ter o que comer;

- Seca – a região do agreste ficava muitos meses e até anos sem receber chuvas. Este fator dificultava a agricultura e matava o gado.

- Falta de apoio político – os governantes e políticos da região não davam a mínima atenção para as populações carentes;

- Violência – era comum a existência de grupos armados que trabalhavam para latifundiários. Estes espalhavam a violência pela região.

- Desemprego – grande parte da população pobre estava sem emprego em função da seca e da falta de oportunidades em outras áreas da economia.

- Fanatismo religioso: era comum a existência de beatos que arrebanhavam seguidores prometendo uma vida melhor.

Dados da Guerra de Canudos:

- Período: de novembro de 1896 a outubro de 1897.
- Local: interior do sertão da Bahia
- Envolvidos: de um lado os habitantes do Arraial de Canudos (jagunços, sertanejos pobres e miseráveis, fanáticos religiosos) liderados pelo beato Antônio Conselheiro. Do outro lado as tropas do governo da Bahia com apoio de militares enviados pelo governo federal.


Causas da Guerra:

O governo da Bahia, com apoio dos latifundiários, não concordavam com o fato dos habitantes de Canudos não pagarem impostos e viverem sem seguir as leis estabelecidas. Afirmavam também que Antônio Conselheiro defendia a volta da Monarquia.

Por outro lado, Antônio Conselheiro defendia o fim da cobrança dos impostos e era contrário ao casamento civil. Ele afirma ser um enviado de Deus que deveria liderar o movimento contra as diferenças e injustiças sociais. Era também um crítico do sistema republicano, como ele funcionava no período.

Os conflitos militares

Nas três primeiras tentativas das tropas governistas em combater o arraial de Canudos nenhuma foi bem sucedida. Os sertanejos e jagunços se armaram e resistiram com força contra os militares. Na quarta tentativa, o governo da Bahia solicitou apoio das tropas federais. Militares de várias regiões do Brasil, usando armas pesadas, foram enviados para o sertão baiano. Massacraram os habitantes do arraial de Canudos de forma brutal e até injusta. Crianças, mulheres e idosos foram mortos sem piedade. Antônio Conselheiro foi assassinado em 22 de setembro de 1897.

Significado do conflito

A Guerra de canudos significou a luta e resistência das populações marginalizadas do sertão nordestino no final do século XIX. Embora derrotados, mostraram que não aceitavam a situação de injustiça social que reinava na região.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

PERÍODO IMPERIAL DO BRASIL

IMPÉRIO DO BRASIL
Nesta série de três vídeos, o historiador Boris Fausto nos explica as três fases do império. A primeira fase com Dom Pedro I, a segunda fase com a Regência durante a menor idade de Dom Pedro II e a última com o governo do próprio Dom Pedro II. O video contém interessantes depoimentos de descendentes da família real brasileira. (Texto de Valdemir Mota de Menezes, o Escriba)

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EMPIRE DU BRÉSIL
Dans cette série de trois vidéos, l'historien Boris Fausto explique les trois phases de l'empire. La première phase avec Dom Pedro I, la deuxième phase avec la régence pendant l'âge plus jeune Dom Pedro II et le dernier avec le gouvernement de Dom Pedro II lui-même. La vidéo contient des témoignages intéressants de descendants de la famille royale au Brésil. (Texte de Valdemir Mota Menezes, le Scribe)



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IMPERO DEL BRASILE
In questa serie di tre video, lo storico Boris Fausto spiega le tre fasi dell'impero. La prima fase con Dom Pedro I, la seconda fase con la reggenza durante la minore età Dom Pedro II e l'ultimo con il governo di Dom Pedro II stesso. Il video contiene interessanti testimonianze dei discendenti della famiglia reale in Brasile. (Testo di Valdemir Mota de Menezes, lo Scriba)



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EMPIRE OF BRAZIL
In this series of three videos, the historian Boris Fausto explains the three phases of the empire. The first phase with Dom Pedro I, the second phase with the regency during the younger age Dom Pedro II and the last with the government of Dom Pedro II himself. The video contains interesting testimony of descendants of the royal family in Brazil. (Text of Valdemir Mota de Menezes, the Scribe)


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Imperio del Brasil
En esta serie de tres videos, el historiador Boris Fausto, explica las tres fases del Imperio. La primera fase de Dom Pedro I, la segunda fase de la regencia durante la menor edad de Don Pedro II y el último con el gobierno de Don Pedro II sí mismo. El video contiene interesante testimonio de los descendientes de la familia real en Brasil. (Texto de Valdemir Mota de Menezes, el escriba)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

REPÚBLICA VELHA

Nos anos de 1889 a 1930 o Brasil viveu o período conhecido pelos historiadores como a REPÚBLICA VELHA. Estes tempos ficaram marcados pelo domínio político chamado CAFÉ COM LEITE, pois os mineiros, produtores de leite e os paulistas, produtores de café dominaram o cenário político se alternando no Poder republicano do Brasil. Nos primeiros anos da República brasileira, a ênfase política era perseguir os monarquistas e os dois primeiros presidentes eram militares. Em 1930 Julio Prestes é eleito presidente, mas os descontentes fizeram a Revolução de 1930 que põe Getúlio Vargas no poder, dando fim a República Velha. (Texto de Valdemir Mota de Menezes, o escriba)Audio em português.




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In the years 1889 to 1930 Brazil experienced a period known by historians as the Old Republic. These times were marked by policy area called latte, for the miners, dairy farmers and São Paulo, coffee producers dominated the political landscape by switching to Republican in power in Brazil. In the early years of the Brazilian Republic, the policy focus was to pursue the Royalists and the first two presidents were military. In 1930 Julio Prestes was elected president, but the malcontents made ​​the Revolution of 1930 that put Getulio Vargas in power, ending the Old Republic. (Text of Valdemar Mota de Menezes, the scribe) audio in Portuguese.


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terça-feira, 30 de agosto de 2011

CORTE PORTUGUESA NO BRASIL

CÔRTE PORTUGUESA NO BRASIL

A Vinda da família Real ao Brasil foi forçada pelas turbulencia política na Europa. Os portugueses tiveram ajuda dos ingleses para que toda a Côrte Portuguesa fugisse para o Brasil, cerca de 15 mil nobres fugiram para a América, pois os exércitos franceses de Napoleão estava invadindo Portugal. Toda a marinha Portuguesa foi destacada para o transporte da nobreza para o Brasil e os navios ingleses fizeram a escolta. Dom João VI foi bem recebido no Brasil. A rainha Carlota Joaquina era um bruxa, no sentido pejorativo da palavra. Uma antipatia em pessoa. A maldita, quando voltou para Portugal, limpou o pó da Terra Brasileira. Ainda assim existem monumento no Brasil em homenagem a Carlota. (Texto do escriba Valdemir Mota de Menezes, audio em português)


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Portuguese Court in BRAZIL

The royal family to Brazil was forced by political turbulence in Europe. The Portuguese were the British to help the entire Portuguese court fled to Brazil, about 15 thousand nobles fled to America as the French armies of Napoleon was invading Portugal. All the Portuguese Navy was deployed to transport the nobility to Brazil and British ships have the escort. Dom João VI in Brazil was well received. Queen Carlota Joaquina was a witch, in the pejorative sense of the word. A dislike in person. The damn, when he returned to Portugal, wiped the dust of the Earth Brazil. Yet there are in Brazil monument in honor of Charlotte. (Text of the scribe Valdemir Mota Menezes, audio in Portuguese)


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Cour Portugaise dans BRESIL

La famille royale au Brésil a été forcé par les turbulences politiques en Europe. Les Portugais furent les britanniques pour aider toute la cour portugaise a fui au Brésil, environ 15 mille nobles ont fui vers l'Amérique que les armées françaises de Napoléon envahit le Portugal. Tous la marine portugaise a été déployé pour le transport de la noblesse au Brésil et les navires britanniques ont l'escorte. Dom João VI au Brésil a été bien reçue. Reine Carlota Joaquina était une sorcière, dans le sens péjoratif du mot. Une aversion en personne. La merde, quand il est retourné au Portugal, a essuyé la poussière de la terre au Brésil. Pourtant, il existe au Brésil monument en l'honneur de Charlotte. (Texte de la Mota Menezes scribe Valdemir, audio en portugais)

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Corte portuguesa en Brasil

La familia real a Brasil, se vio obligado por la turbulencia política en Europa. Los portugueses fueron los británicos para ayudar a toda la corte portuguesa huyó a Brasil, a unos 15 mil nobles huyeron a America como los ejércitos franceses de Napoleón era invadir Portugal. Todos los de la Marina portuguesa fue desplegado para el transporte de la nobleza a Brasil y barcos británicos hicieron la escolta. Don João VI en Brasil fue bien recibido. La reina Carlota Joaquina era una bruja, en el sentido peyorativo de la palabra. A disgusto en persona. La maldita sea, cuando regresó a Portugal, limpió el polvo de la Tierra Brasil. Sin embargo, hay en Brasil monumento en honor de Charlotte. (Texto del escriba: Valdemar Mota Menezes, audio en portugués)

O PRISIONEIRO DA GRADE DE FERRO

Este filme retrata uma pequena história do Brasil. O Brasil que vive atrás das grades.


Este documentário não contém uma ideologia clara da sua posição, apenas retrata a vida dentro do Centro de Detenção de São Paulo, no ano de 2001, antes da implosão que deu fim a uma cadeia gigante que estava incrustada no meio da cidade de São Paulo. Presídios não foram construídos para reformar ninguém, mas para afastar da sociedade os indivíduos que cometeram crimes e que precisam pagar pelo que fez, ficando isolado da sociedade e afastado da sociedade. O princípio universal de punir os que não respeitam as regras é na verdade um princípio divino. Não tenho pena dos presos, em síntese, estão colhendo o que plantaram. (texto do escriba Valdemir Mota de Menezes, audio em português)


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Este documental no contiene una clara ideología de su posición sólo retrata la vida en el Centro de Detención de São Paulo, en 2001, antes de la implosión que puso fin a una cadena gigante que se ha incrustado en el centro de la ciudad de São Paulo. Las prisiones no fueron construidos para la reforma de nadie, sino para eliminar de la sociedad a las personas que cometieron delitos y deben pagar por lo que hizo, al estar aislados de la sociedad y lejos de la sociedad. El principio universal de castigar a aquellos que no respetan las reglas es en realidad un principio divino. Yo no lo siento por los presos, en definitiva, están cosechando lo que sembró. (Texto del escriba Valdemir Mota de Menezes)



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This documentary does not contain a clear ideology of its position only portrays the life in the Detention Center of São Paulo, in 2001, before the implosion that brought an end to a giant chain that was embedded in the middle of the city of São Paulo. Prisons were not built to reform anyone, but to remove from society the individuals who committed crimes and they must pay for what he did, being isolated from society and away from society. The universal principle of punishing those who do not respect the rules is actually a divine principle. I'm not sorry for the prisoners, in short, are reaping what they sowed. (text of the scribe Valdemir Mota de Menezes)



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Ce documentaire ne contient pas une idéologie claire de sa position ne présente que la vie au centre de détention de São Paulo, en 2001, avant l'implosion qui a mis fin à une chaîne géante qui a été incorporé dans le milieu de la ville de São Paulo. Prisons n'ont pas été construits pour réformer quiconque, mais de retirer de la société les individus qui ont commis des crimes et qu'ils doivent payer pour ce qu'il a fait, être isolé de la société et loin de la société. Le principe universel de punir ceux qui ne respectent pas les règles est en fait un principe divin. Je ne suis pas désolé pour les prisonniers, en bref, récoltent ce qu'ils ont semé. (Texte de la scribe Valdemir Mota de Menezes)


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Questo documentario non contiene una ideologia chiara della sua posizione ritrae solo la vita nel centro di detenzione di São Paulo, nel 2001, prima che l'implosione che pose fine ad una catena gigante che è stato incorporato nel bel mezzo della città di São Paulo. Le prigioni non sono stati costruiti per la riforma nessuno, ma per rimuovere dalla società degli individui che hanno commesso crimini e devono pagare per quello che ha fatto, di essere isolati dalla società e dalla società. Il principio universale di punire coloro che non rispettano le regole è in realtà un principio divino. Non mi dispiace per i prigionieri, in breve, stanno raccogliendo quello che hanno seminato. (Testo della scriba Valdemir Mota de Menezes, audio in portoghese)



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هذا الفيلم الوثائقي لا يحتوي على عقيدة واضحة في موقفها فقط يصور الحياة في مركز الاحتجاز في ساو باولو ، في عام 2001 ، قبل انهيار التي وضعت حدا لسلسلة العملاقة التي كانت راسخة في وسط مدينة ساو باولو. لم تكن مبنية على إصلاح السجون أحدا ، ولكن لإزالتها من المجتمع على الأفراد الذين ارتكبوا جرائم ويجب عليهم أن يدفعوا ثمن ما فعله ، والانعزال عن المجتمع وبعيدا عن المجتمع. المبدأ العالمي لمعاقبة أولئك الذين لا يحترمون النظام هو في الواقع مبدأ الإلهي. أنا لست آسفة للسجناء، وباختصار ، هي تجني ما زرعت. (نص مينيزيس الكاتب موتا Valdemir والصوت باللغة البرتغالية)



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bengali
কাগজপত্র কেবল চিত্রিত 2001 সাও পাওলো এর ডিটেনশন সেন্টারে জীবন, implosion যে একটি দৈত্য শৃঙ্খল যে সাও পাওলো শহরের মাঝখানে খচিত ছিল একটি শেষ আনা আগে, নেই তাদের অবস্থান সুস্পষ্ট চিন্তাধারা না. কারাগারগুলোতে কেউ সংস্কার ছিল, নির্মিত না কিন্তু সমাজে যারা ​​অপরাধ সংঘটিত থেকে এবং অপসারণের জন্য তারা কি তিনি কি জন্য দিতেই হবে, সমাজ থেকে বিচ্ছিন্ন হচ্ছে এবং দূরে থেকে সমাজ. যারা নিয়ম না শ্রদ্ধা করে না punishing সর্বজনীন নীতি আসলে একটি ঐশ্বরিক মন্ত্র. আমি বন্দীদের জন্য, দুঃখিত সংক্ষেপে না, কি তারা উপ্ত শস্যচ্ছেদন করা হয়. (লেখক Valdemir Mota Menezes এর টেক্সট, পর্তুগিজ অডিও)


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תעודה זו אינה מכילה אידיאולוגיה ברורה עמדתה רק מתאר את החיים המעצר של סאו פאולו, בשנת 2001, לפני הקריסה שהביאה קץ לשרשרת ענק שהיה מוטבע באמצע של העיר סאו פאולו. בתי הסוהר לא נבנו לרפורמה אף אחד, אבל כדי להסיר מהחברה אנשים שביצעו פשעים והם חייבים לשלם על מה שהוא עשה, להיות מבודד מהחברה מן החברה. העיקרון האוניברסאלי של הענשת אלה שאינם מכבדים את הכללים הוא למעשה העיקרון האלוהי. אני לא מצטער על האסירים, בקיצור, קוטפים את מה שהם זרעו. (טקסט של הסופר מנזס Valdemir מוטה, אודיו בפורטוגזית)


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Το ντοκιμαντέρ αυτό δεν περιέχει σαφή ιδεολογία της θέσης της μόνο απεικονίζει τη ζωή στο κέντρο κράτησης του Σάο Πάολο, το 2001, πριν από την κατάρρευση που έφερε τέλος σε μια τεράστια αλυσίδα που ήταν ενσωματωμένο στο κέντρο της πόλης του Σάο Πάολο. Φυλακές δεν χτίστηκαν για τη μεταρρύθμιση κανέναν, αλλά για να αφαιρέσει από την κοινωνία των ατόμων που διέπραξαν εγκλήματα και πρέπει να πληρώσουν για αυτό που έκανε, να απομονωθεί από την κοινωνία και μακριά από την κοινωνία. Η καθολική αρχή της τιμωρία όσων δεν σέβονται τους κανόνες είναι πραγματικά μια θεία αρχή. Δεν λυπάμαι για τους φυλακισμένους, με λίγα λόγια, είναι αποκομίζοντας ό, τι έσπειρε. (Κείμενο της Menezes γραφέα Valdemir Mota, ήχου στα πορτογαλικά)


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Suaîle
Documentary hii haina itikadi wazi msimamo wake tu unaonyesha maisha katika Kituo cha kizuizini ya São Paulo, mwaka 2001, kabla ya implosion kwamba kuletwa mwisho wa mnyororo kubwa kwamba iliyoingia katikati ya mji wa São Paulo. Prisons hawakuwa kujengwa kwa mageuzi ya mtu yeyote, lakini kuondoa kutoka jamii ya watu ambao uhalifu na lazima kulipa kwa ajili ya aliyoyafanya, kutenganishwa na jamii na mbali na jamii. Kanuni ya jumla ya kuwaadhibu wale ambao hawana kuheshimu sheria ya kanuni ya Mungu ni kweli. Mimi si radhi kwa wafungwa, katika muda mfupi, ni kuvuna kile akipanda. (Nakala ya mwandishi Valdemir Menezes Mota, redio kwa Kireno)


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Maltés





Dan dokumentata ma fihx ideoloġija ċara tal-pożizzjoni tagħha biss ipinġi l-ħajja fl-Ċentru ta 'Detenzjoni ta' São Paulo, fl-2001, qabel il-implosion li jinġiebu fit-tmiem il-katina ġgant li kien inkorporat fil-nofs tal-belt ta 'São Paulo. Ħabsijiet ma kinux mibnija biex jirriformaw xi ħadd, iżda li jneħħu mis-soċjetà l-individwi li wettqu reati u huma għandhom iħallsu għal dak li kien, li tiġi iżolata mis-soċjetà u 'l bogħod mis-soċjetà. Il-prinċipju universali ta 'jikkastigaw lil dawk li ma jirrispettawx ir-regoli fil-fatt huwa prinċipju divina. Jien ma sorry għall-priġunieri, fil-qosor, qed igawdu dak li żergħu. (Test ta 'l-Menezes scribe Mota Valdemir, awdjo bil-Portugiż)



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Telugo
ఈ డాక్యుమెంటరీ మాత్రమే సావో పాలో యొక్క డిటెన్షన్ సెంటర్ లో జీవితం సావో పాలో నగరంలో మధ్యలో ఎంబెడెడ్ అని ఒక భారీ గొలుసు ఒక ముగింపు తీసుకువచ్చిన ఆకస్మికంగా పెరుగుదల రూపంలో ముందు, 2001 లో, పాత్ర పోషించాడు తన స్థానాన్ని ఒక స్పష్టమైన భావజాలం కలిగి లేదు. ప్రిజన్స్ ఎవరైనా సంస్కరణలకు నిర్మించని, కానీ దూరంగా సమాజం నుండి సమాజాన్ని నేరాలకు పాల్పడిన వ్యక్తులు నుండి తొలగించడానికి మరియు వారు అతను ఏమి తప్పనిసరిగా చెల్లించవలసిన, సమాజం నుండి వేరుచేయబడిన ఉండటం మరియు. నియమాలు గౌరవం చేయని వారిని శిక్షించే సార్వత్రిక సూత్రం నిజానికి ఒక దివ్య సూత్రం ఉంది. నేను చిన్న లో,, ఖైదీలకు క్షమించాలి కాదు వారు sowed ఏమి reaping ఉన్నాయి. (స్క్రిబే Valdemir మోటా మెనెజెస్ యొక్క Text, పోర్చుగీస్ లో ఆడియో)



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Kannada
ಈ ಸಾಕ್ಷ್ಯಚಿತ್ರ ಮಾತ್ರ ಸಾವೊ ಪಾಲೊ ತಡೆ ಸೆಂಟರ್ ಜೀವನದ ಸಾವೊ ಪಾಲೊ ನಗರದ ಮಧ್ಯದಲ್ಲಿ ಎಂಬೆಡೆಡ್ ಒಂದು ದೈತ್ಯ ಸರಣಿಯ ಕೊನೆ ತಂದ implosion ಮೊದಲು, 2001 ರಲ್ಲಿ, ಚಿತ್ರಿಸುತ್ತದೆ ತನ್ನ ಸ್ಥಾನವನ್ನು ಸ್ಪಷ್ಟ ಸಿದ್ಧಾಂತ ಹೊಂದಿಲ್ಲ. ಪ್ರಿಸನ್ಸ್ ಯಾರಾದರೂ ಸುಧಾರಣಾ ನಿರ್ಮಿಸಲಾಯಿತು, ಆದರೆ ದೂರ ಸಮಾಜದ ಸಮಾಜದ ಅಪರಾಧಗಳಿಗೆ ಮಾಡಿಕೊಂಡ ವ್ಯಕ್ತಿಗಳು ತೆಗೆದುಹಾಕಿ ಮತ್ತು ಅವರು ಅವನು ಹಾಗೆ ಯಾವ ಪಾವತಿ ಮಾಡಬೇಕು, ಸಮಾಜದ ಪ್ರತ್ಯೇಕ ಮತ್ತು. ನಿಯಮಗಳನ್ನು ಗೌರವ ಇಲ್ಲ ಯಾರು ಶಿಕ್ಷಿಸುವ ಸಾರ್ವತ್ರಿಕ ತತ್ವವನ್ನು ವಾಸ್ತವವಾಗಿ ಒಂದು ದೈವಿಕ ತತ್ವ. ನಾನು ಸಂಕ್ಷಿಪ್ತವಾಗಿ, ಖೈದಿಗಳಿಗೆ ಕ್ಷಮಿಸಿ ಅಲ್ಲ ಹಾಕಿರುತ್ತೇನೆ ಅವರು sowed ಏನು reaping ಇವೆ. (ಸ್ಕ್ರೈಬ್ Valdemir Mota ಮೆನೆಜಸ್ ನ ಪಠ್ಯ, ಪೋರ್ಚುಗೀಸ್ ರಲ್ಲಿ ಆಡಿಯೋ)