quinta-feira, 11 de março de 2010

SÍTIO ARQUEOLÓGICO SANTA MARINA/SC/BR

Sítio Arqueológico Santa Marina
O Santa Marina foi alvo de salvamento arqueológico em 1998, sob a coordenação dos arqueólogos Paulo Zanettini e Erika M. Gonzalez - Zanettini/Documento Arqueologia, com endosso institucional do Núcleo de Arqueologia da Universidade Brás Cubas - NAUBC/UBC. Foram realizadas pesquisas em 20% de seu território.
Pesquisas arqueológicas realizadas no Jardim Santa Marina conduziram à descoberta de milhares de objetos deixados pelos antigos povoadores de Jacareí.
Além de fragmentos de potes, tigelas e outros utensílios que nos ajudam a entender e conhecer melhor o modo de vida dos indígenas, os arqueólogos conseguiram resgatar uma urna funerária - um grande pote de barro, onde eram enterrados os mortos com suas oferendas.
O Sítio arqueológico Santa Marina é o mais antigo conhecido em todo o Vale do Paraíba, contando com aproximadamente 520 anos de idade. Portanto, podemos afirmar que os moradores dessa aldeia assistiram ao nascimento do Brasil.
A Mônaco Siani e Desur, patrocinadoras das pesquisas em Santa Marina, estão orgulhosos em poder contribuir com
essas importantes descobertas,que permitem ampliar o conhecimento sobre o passado de Jacareí, ajudando a reescrever a história do município e, porque não, do próprio Vale do Paraíba.

fonte:
http://www.fundacaocultural.com.br/web/index.php?option=com_content&view=article&id=72&Itemid=73


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Sítio Arqueológico Santa Marina

Lat:
23 24´01´´
Lon:
40 44´58´´
UTME:
321998
UTMN:
7401876
Zona:
24
Município:
Jacareí
UF:
SP
Localidade:
Bairro Jardim Santa Marina
Árera m2:
400000
Curso d'agua
Córrego Guatinga
Vegetação:
gramíneas
Unidade Geomorfológica
colina
Compartilhamento:
platô
Altitude SNM:
650
Tipo:
pré-histórico cerâmico
Uso principal:
pasto
Fator de destruição principal:
depósito de lixo e entulho
Fator de destruição secundário:
loteamento da área
Bibliografia:
Fundação Cultural de Jacarey
Observação:
Obs.: 2 UTMs


fonte:
http://www.arqueologiasp.org/arqueologia/v1/sitios-arqueologicos/default.asp

SÍTIO LÍTICO EM ITUIUTABA/MG

Em Ituiutaba, Minas Gerais, arqueólogos descobriram vestígios da história pré-colombiana. Os 41 sítios arqueológicos existente no município veio comprovar com mais detalhes que o povo Caiapós já estavam estabelecidos desde os tempos pré-colombianos.

Os trabalhos de escavações ali realizados são autorizados pelo IPHAN, tendo a coordenação do doutor em Arqueologia Marcelo Fagundes. Os sítios arqueológicos estão entre os rios Tijuco Santa Rita, Retiro, Água Amarela, José Paula, Rio da Prata, Córrego do Bugre, Região do São Lourenço, Praião e Região do Monjolinho.

A cidade de possui o Museu Antropológico de Ituiutaba - MUSAI - Avenida 03, s/n, Centro e os arqueólogos daquele museu concluíram que se tais sítios eram assentamentos líticos e lito-cerâmicos, o que mostra a antiguidade daquela comunidade.

“ Ituiutaba foi um grande centro de povos indígenas no passado, pois ainda existem sítios que não foram pesquisados e nem registrados, podendo esse número aumentar consideravelmente”, afirmou o Marcelo Fagundes.

O material lítico colhido se trata de raspadores, lâminas e plainas que estão sendo catalogados, tombados e preservados no Museu da cidade. Estes objetos estão relacionados aos caiapós que mesmo nômades, viviam entre os rios Tijuco e Paranaíba onde caçavam, pescavam, colhiam frutos e cultivavam a mandioca. Somente em 1820 os brancos chegaram e findou-se estas comunidades que agora estão sendo desenterradas pela arqueologia.

Infelizmente pouco restou dos vestígios desta civilização, mas os objetos líticos e cerâmicos esta ajudando a descobrirmos como eles viviam. O material descoberto agora em 2009 esta em fase de Curadoria (processo de limpeza, tombamento e registro).

As recentes descobertas neste sítios arqueológicos de Ituiutaba está possibilitando a criação de um projeto Educacional de ensinar a História Pré-histórica de Ituiutaba.





FONTES:
Wikipédia
http://www.jornaldopontal.com.br/
http://www.jornada.mg.gov.br
http://www.camaraituiutaba.com.br/

terça-feira, 9 de março de 2010

PRESIDENTE LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA

Gostaria de falar do presidente Lula. Este homem é de fato admirável, ainda que nunca votei nele, pois sou anti-esquerda em quase tudo, seria completo se não fosse CANHOTO...

Mas o senhor Luís Inácio Lula da Silva nos deu uma lição, pois mesmo sofrendo derrotas acachapantes em duas eleições presidências, uma contra Collor e outra contra FHC ( a qual contribui com o meu singelo voto anti-esquerda), este sofrido brasileiro não caiu em ostracismo, como ocorreu ao longo da história com pessoas que sofrem sucessivas derrotas.

Lula aprendeu com as derrotas....humilhado pelo seus oponentes devido sua origem simples, sua baixa instrução escolar, sua idéias avessas ao capital aberto, até mesmo seus fracassos familiares não foram poupados de serem escrachados em público.




Lula mudou alguns pontos de vista que foi o suficiente para desarmar a direita e o capital volátil. Lembro-me quando o Lula em campanha para presidência contra Collor disse que com uma canetada iria dobrar o salário mínimo. Não lembro bem as palavras, mas era algo assim. Qualquer pessoa instruida em economia sabia que isso teria um efeito devastador nas contas públicas, além de causar quebradeira nas micro-empresas que teriam que demitir funcionários para sobreviver, o que causaria a segunda onda do tsunami econômico. O desemprego.

Com várias mudanças em sua ideologia, Lula conquistou os de centro-direita e finalmente conquistou o posto máximo da política brasileira. Lula foi eleito presidente. Mas Lula mostrou que aprendeu mesmo com as suas derrotas e com os acertos dos seus rivais. Lula não pirou como os outros políticos de esquerda que chegaram ao poder na América Latina (leia-se: Evo Moralis e Hugo Chavez). Lula manteve o Brasil aberto ao capital estrangeiro e conseguiu ser mais capitalista do que os norte-americanos...





Mas o danado do Lula é digno de receber meus aplausos de pé, mesmo não suportando a cor vermelha do PT (Labour Paties)que me lembra a INTERNACIONAL SOCIALISTA. Ele aprendeu até a negociar com o Congresso...

Na campanha contra Collor a presidência, Lula disse que o Congresso tinha 300 picaretas, causando receio de que se eleito poderia até fechar o Congresso Nacional. Já eleito, muitos anos depois, sempre que estourava um escândalo de corrupção envolvendo seus pupilos (casa Civil, ministros, políticos da base de apoio e até familiares), ele sabia tratar os invejosos deputados e senadores com "tratamento que políticos gostam de receber."

Portanto a palavra CONTRAPELO que em espanhol significa: Contra a inclinação ou a direção natural do cabelo, pode bem se aplicar ao Presidente do Brasil, Lula. Para que pentear o cabelo na direção contrária?????

Entendeu?? Entendeu????


quarta-feira, 3 de março de 2010

LUIS CARLOS PRESTES

A palavra adequada para o Comunismo para mim é ABOMINAÇÃO.


No início do século XX alguns radicais e extremistas surgiram no mundo com ideologias politicas, econômicas e sociais que pregavam revolução armada, derrubada dos regimes vigentes e saques dos ricos, redistribuição das riquezas de acordo com os seus conceitos "infantis".

Entre estes "moleques" estavam Karl Marx, Lenin, Stalin, Fidel Castro, Bolivar, Carlos Prestes e outros IDIOTOLOGISTAS que também podiam ser incluido nesta mesma lista LAMPIÃO (se pelo menos Lampião tivesse um curso universitário, ou formação acadêmica teria sido considerado um comunista).





Quem quer ser comunista, ótimo!!! venda seus bens e distribua aos pobres como ensinou Jesus... Mas dê fim as suas próprias riquezas e não as dos outros...

Durante alguns anos fui assinante de uma Revista de origem Holandesa chamada A VOZ DOS MÁRTIRES. Elembro-me como na década de 80 o regime da cortina de Ferro matou milhões de pessoas que se opunham ao regime comunista.

Preste foi um dos últimos IDIOTOLOGISTA marxista, que:"na Intentona Comunista de 1935, supunha que a conquista do poder dispensava a ida às urnas" (Educação.uol.com.br.)

Radical em suas ideologias acabou no final da sua vida sendo desprezado até pelos comunistas:
"Com a decretação da anistia em agosto de 1979, Prestes, após oito anos de exílio, desembarcou no Rio de Janeiro em 20 de outubro seguinte. Os militantes do PCB, contudo, já não acatavam mais suas orientações, considerando-as rígidas e anacrônicas."Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (Fundação Getúlio Vargas)



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Luís Carlos Prestes

3 de janeiro de 1898, Porto Alegre, RS (Brasil)
7 de março de 1990, Rio de Janeiro, RJ (Brasil)
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação

Reprodução

Luís Carlos Prestes representou, por mais de 50 anos, uma tendência da ideologia comunista no Brasil
Luís Carlos Prestes foi um militar e político brasileiro. Prestes estudou engenharia na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, atual Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN).

Em outubro de 1924, já como capitão, Prestes liderou a revolta tenentista na regiãodas Missões, em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul. Lutando contra o governo de Arthur Bernardes, os jovens oficiais do Exército, os "tenentes", pretendiam levantar a população contra o poder da oligarquia governante e, por meio da revolução, exigir reformas políticas e sociais, como a renúncia de Bernardes, a convocação de uma Assembléia Constituinte e o voto secreto.

Cortando as linhas do cerco militar do governo, Prestes se dirigiu para Foz do Iguaçu, onde se uniu aos paulistas, formando o contingente rebelde denominado Coluna Prestes, que percorreu, com 1.500 homens, durante dois anos e cinco meses, cerca de 25.000 km do Brasil. A marcha terminou em 1927, quando os revoltosos se exilaram na Bolívia e na Argentina.

Na Bolívia, Prestes dedicou-se a leituras em busca de explicações para a situação de atraso e miséria que vira no interior brasileiro. A marcha pelo Brasil, segundo ele, o levou a compreender que problemas tão sérios não podiam ser resolvidos com uma simples mudança de homens na presidência da República.

Em dezembro de 1927 foi procurado por Astrojildo Pereira, secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro, que fora incumbido de convidá-lo a firmar uma aliança entre "o proletariado revolucionário, sob a influência do PCB, e as massas populares, especialmente as massas camponesas, sob a influência da coluna e de seu comandante". Prestes, contudo, não aceitou essa aliança. Foi nesse encontro que obteve as primeiras informações sobre a Revolução Russa, o movimento comunista e a União Soviética.

A seguir, muda-se para a Argentina, onde lê Marx e Lênin. Convidado a assumir a chefia militar da Revolução de 1930, nega-se a participar do movimento liderado por Getúlio Vargas.

Convidado pelo Partido Comunista Uruguaio, muda-se para a ex-União Soviética em 1931, trabalhando ali como engenheiro e dedicando-se ao estudo do marxismo-leninismo.

Eleito membro da Comissão Executiva da Internacional Comunista, Prestes regressou clandestinamente ao Brasil em abril de 1935 com a identidade de Antônio Vilar, cidadão português que tinha como esposa Maria Bergner Vilar. Na realidade, sua mulher chamava-se Olga Benário, era alemã, pertencia ao Partido Comunista Alemão e vivia em Moscou.

O PCB e a Aliança Nacional Libertadora
No Brasil, a recém-constituída Aliança Nacional Libertadora (ANL), organização política de âmbito nacional liderada pelo PCB e fundada oficialmente em 12 de março de 1935, tornou-se uma ampla frente da qual participaram socialistas, comunistas, católicos e democratas.

Escolhido como presidente de honra da ANL, Prestes divulga, em julho de 1935, um manifesto incendiário, exigindo o fim do governo Vargas. Aproveitando a oportunidade, Getúlio declara a ANL ilegal, mas não impede que ocorra a Intentona Comunista.

No dia 5 de março de 1936, Prestes foi preso, juntamente com Olga Benário. Em setembro do mesmo ano, Olga, em adiantado estado de gravidez, foi entregue a agentes do governo nazista alemão. A filha do casal, Anita, nasceu na prisão, na Alemanha, em 27 de novembro seguinte e, após grande campanha desencadeada pela mãe de Prestes, foi entregue à avó. Olga Benário viria a falecer numa câmara de gás do campo de concentração de Bernburg, em abril de 1942.

Com o fim do Estado Novo, Prestes foi anistiado e eleito senador. Contudo, meses depois o registro do PCB foi cancelado e Prestes teve de retornar à clandestinidade. Em 1951, conheceu sua segunda companheira, Maria, com quem teve vários filhos. O casal conviveu durante 40 anos, até a morte de Prestes.

Golpe de 1964
Identificado com as reformas de base propostas por João Goulart, Prestes foi cassado pelo governo militar que passou a dirigir o país depois do Golpe de 1964. Em junho de 1966, num processo conduzido pela 2ª Auditoria do Exército de São Paulo, foi condenado à revelia a 15 anos de prisão, acusado de tentar reorganizar o PCB.







Com a promulgação do AI-5 em 13 de dezembro de 1968, aumentou a repressão aos grupos de contestação ao regime. Esse mesmo ato suspendeu importantes garantias constitucionais relativas às liberdades individuais, conferindo ao Poder Executivo proeminência sobre os poderes Legislativo e Judiciário.

Em fevereiro de 1971 o comitê central do PCB decidiu que Prestes deveria deixar o país, pois sua segurança estava ameaçada. Partiu então de São Paulo com destino à Argentina, via Rio Grande do Sul. De Buenos Aires tomou um avião até Paris, viajando em seguida para Moscou.

Com a decretação da anistia em agosto de 1979, Prestes, após oito anos de exílio, desembarcou no Rio de Janeiro em 20 de outubro seguinte. Os militantes do PCB, contudo, já não acatavam mais suas orientações, considerando-as rígidas e anacrônicas.

Iniciando uma controvérsia pública com a direção do PCB, Prestes escreve uma "Carta aos comunistas", na qual defendeu, dentre outros pontos, a reconstrução do movimento comunista no país. Em 1982, acompanhado por vários militantes, retira-se do PCB.

Embora tenha atravessado períodos de descrença sobre a eficácia do voto livre no Brasil, sobretudo quando, na Intentona Comunista de 1935, supunha que a conquista do poder dispensava a ida às urnas, Prestes já expressava um pensamento totalmente contrário. Para ele, com 90 anos, "a luta pelo socialismo pressupõe o voto", pois este "continua a ser um importante instrumento de mudança".

Agindo sem se filiar a qualquer partido, Prestes passou a militar em diversas causas, apoiando, em 1989, a candidatura de Leonel Brizola à presidência da República.

Em janeiro do ano seguinte Luís Carlos Prestes foi internado numa clínica no Rio de Janeiro para tratamento de insuficiência renal e princípio de desidratação, segundo versão divulgada pela imprensa. Seu estado de saúde, no entanto, agravou-se no início de março, quando voltou a ser internado. Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 7 de março de 1990. Nessa data a Justiça Eleitoral concedeu o registro definitivo ao PCB.

FONTE Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro (Fundação Getúlio Vargas)
http://educacao.uol.com.br/biografias/luis-carlos-prestes.jhtm
Postado por VALDEMIR às

domingo, 28 de fevereiro de 2010

1a REPÚBLICA – A EDUCAÇÃO E O NACIONALISMO

Selecionamos abaixo varios textos da Obra de Jorge Nagle para mostrarmos que a Primeira República brasileira teve um fenômeno bastante edificante para os brasileiros, foi o sentimento patriota de muitos líderes políticos que viam na Educação a chance dos brasileiros combaterem a desigualdade social e poderem discutir com as Oligarquias melhores condições de trabalho. O respeito a Ordem Nacional e a Educação era o caminho traçado pela Primeira Republica para colocar o Brasil entre os paises mais desenvolvidos do mundo.

Acredito que aqueles governantes brasileiros agiram certo e começaram pela base, isto é, criando escolas de ensino fundamental para todo lado, dando opção para que todos pudessem nos primeiros anos de suas vidas ter a educação mínima para que pudessem escolher e lutar por si próprio e pelos seus pares. O progresso é lento e gradual e deve-se começar pela base da escada, subindo degrau a degrau. Acho que estes homens que ajudaram a construir a nação brasileira acertaram. Entre eles cito um herói nacional: Olavo Bilac.

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‘’ Estes mostram as modificações nos diversos ramos
de atividade e nos contingentes da população empregados
nesse ou naquele ramo; da mesma forma, denunciam
a presença, não só de modalidade individual
e social, mas também estrutural.‘’
(NAGLE, Jorge. 2001. p. 45)

‘’As primeiras manifestações nacionalistas apareceram,
de maneira mais sistemática e mais influenciadora,
no campo da educação escolar, com a ampla divulgação
de livros didáticos e conteúdo moral e cívico
ou, melhor, de acentuada nota patriótica. (...) Ocorre
que a doutrinação iniciada no campo da educação escolar
repercutiu, na época, muito mais do que quaisquer
outras, além do que teve maior continuidade; e
com a situação criada com as colônias imigrantes,
principalmente no sul do país, e cuja conseqüência
mais significativa foi o desencadeamento do processo
de nacionalização da escola primária, aparece outro
foco desses sentimentos nacionalistas.’’
(NAGLE, Jorge. 2001. p. 64 e 65)



‘’(...) de um lado, existe a crença de que, pela multiplicação
das instituições escolares, da disseminação da
educação escolar, será possível incorporar grandes
camadas da população na senda do progresso nacional,
e colocar o Brasil no caminho das grandes
nações do mundo; de outro lado, existe a crença de
que determinadas formulações doutrinárias sobre a
escolarização indicam o caminho para a verdadeira
formação do novo homem brasileiro (escolanovismo).‘’
(NAGLE, Jorge. 2001. p. 134)


‘’Parece que são os velhos sonhos do republicanismo
histórico que voltam a perturbar a mente dos republicanos
quase desiludidos; por exemplo, o sonho da
República espargindo as luzes da instrução para todo
o povo brasileiro e democratizando a sociedade, ou
sonho de, pela instrução, formar o cidadão cívica e
moralmente, de maneira a colaborar para que o Brasil
se transforme numa nação à altura das mais progressivas
civilizações do século. (...) O entusiasmo pela
educação e o otimismo pedagógico, que tão bem caracterizam
a década de 1920, começaram por ser, no
decênio anterior, uma atitude que se desenvolveu nas
correntes de idéias e movimentos político-sociais e
que consistia em atribuir importância cada vez maior
ao tema da instrução, nos seus diversos níveis e tipos.
É a inclusão sistemática dos assuntos educacionais
nos programas de diferentes organizações que
dará origem àquilo que, na década de 1920, foi sendo
denominado de entusiasmo pela educação e otimismo
pedagógico.’’ (NAGLE, Jorge. 2001. p. 135)



‘’A escolarização é instrumento do progresso histórico,
eis a afirmação tornada princípio inquestionável.
Isso não significa que não fossem percebidas muitas
outras questões: era impossível deixar de perceber
os problemas de natureza política, econômica e social
que caracterizavam de maneira tão profunda o
terceiro decênio do século XX e colocavam o país
em situação de ‘crise’. A literatura educacional da
época mostra que, pelo menos na sua manifestação
mais superficial, tais problemas eram identificados e,
às vezes, discutidos; no entanto, perdiam a primazia
para os problemas especificamente educacionais,
desde que na solução destes se encontrava a chave
para resolver aqueles. As oligarquias deveriam ser
combatidas pelo esclarecimento que a escolarização
proporciona (...)‘’ (NAGLE, Jorge. 2001. p. 145)


‘’Aí se apresenta o princípio de que ‘A educação do
povo é a perda angular sobre que repousa a estrutura
toda da organização social. Sem educação o povo não
há estabilidade em nada’. (...) Sempre consideramos
a difusão da instrução como sendo, em última análise,
a solução de todos os problemas nacionais.‘’

‘’Esse modo de encaminhamento do problema repercutiu
não só na escola primária; penetrou, também,
na formulação da escola normal e da escola secundária,
ao mesmo tempo que provocava a superestimação
das escolas profissionais. Nesse último caso,
embora se pense na preparação de jovens para as
carreiras econômicas, o princípio se traduz de forma
a atribuir à escola profissional tão-somente o papel
de regeneração e formação das classes menos favorecidas.
Nos demais casos, o ponto de vista da profissionalização
provocou o reforçamento do manualismo
– na escola primária -, a ampliação da formação técnico-
pedagógica – na escola normal – e a discussão
entre as humanidades literárias, científicas e técnicas
– na secundária. Essa orientação do entusiasmo pela
escolarização evidencia parcela dos reflexos das mudanças
políticas, econômicas e sociais, que ocorreram
na época.‘’ (NAGLE, Jorge. 2001. p. 149)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

REVOLUÇÃO TEOLÓGICA

" Primeiro, a ciência faz extraordinários progressos, surgem instrumentos e métodos de pesquisa cada vez mais precisos. Depois - e isso é uma consequência dos progressos realizados nas diversas ciências -, por volta do século XVIII, começam a ser utilizadas máquinas cada vez mais eficientes e são inventadas técnicas de produção cada vez mais rápidas. (...) Ou seja, é o começo daquilo que iremos chamar de "revolução industrial". Finalmente, há as revoluções políticas, particularmente a Revolução Francesa, que é considerada o verdadeiro divisor de águas na história da França e da Europa, e até mesmo do mundo: ela acaba com o antigo sistema político, o "Antigo Regime". "
(LE GOFF, Jacques. A Idade Média explicada aos meus filhos. Rio de Janeiro: Agir, 2007, p.16)

A Revolução francesa foi precedida por outras revoluções em outros campos do saber humano, considero a revolução teológica a principal delas. Com a contestação dos protestantes ao Poder do Papa, todo mundo cristão, em especial a Europa, despertou-se como de uma grande hibernação e SE o pensamento teológico pode ser contestado, nenhum outro setor da vida humana estaria isento de ser contestado.






Assim surgiram revoluções nas técnicas de produção e o trabalho humano deu um salto enorme com a revolução industrial, as relações trabalhistas foram alteradas sensivelmente criando novas relações entre produtor e consumidor. Finalmente a política não ficaria isenta desta reviravolta histórica, e com a queda da monarquia Francesa, iniciou-se um processo que deu origem a democracia moderna. A revolução francesa foi um marco na história da humanidade, em especial para o Ocidente.

Não devemos esquecer que se não fosse a coragem de Lutero de contestar a Igreja Católica e entre outras coisas, ele dizia que todos tinham direito a informação direito da fonte ( A BÍBLIA), sem a interpretação imposta pelo catolicismo. Portanto Lutero e os demais reformadores exigiam o direito de pensar e entender as Escrituras de acordo com a consciência de cada um. Este conceito foi levado ao campo político e as pessoas entenderam que elas também podiam escolher quem iria governa-las.

Sem a revolução teológica protestante, até o conhecimento científico estaria comprometido, porque a Igreja Católica criou obstáculos para o desenvolvimento de diversos ramos da ciência, entre outras coisas, com as descobertas astronômicas.

SAMBAQUI

SAMBAQUI

No primeiro século do Brasil colonial, lemos o teor de uma carta mostrando que no Brasil havia cal em abundancia, o que favorecia a construção civil, utilizando tal substancia como argamassa. Estes depósitos de cal eram chamados de SAMBAQUI:



SAMBAQUI EM SANTA CATARINA


Esperamos também resposta de Vossa Reverendissima
para começar o collegio do Salvador na
Bahia, no qual não tanto gastaremos como pensaes,
porém com cem crusados se poderão fazer
moradias de taipa que bastem para principiar.
Os estudantes com pouco se manterão. Poder-se-hia
até fazel-as de pedra, si assim parece a Vossa Reve
rendissima, porque agora ha muito boa cal. (Nobrega
[1550], 1988, p.111)

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Inscrição Tombo 13-I -
Processo Número 85/82 Livro Tombo Arqueológico Etnográfico e Paisagístico

Data da Inscrição: 26 de novembro de 1.982

Localização: Município: PONTAL DO PARANÁ - Fazenda Sambaqui - Litoral paranaense
Proprietário: Particular - Âncora Comercial S/A

Histórico

Os sambaquis "A" e "B" do Guaraguaçu estão situados na margem direita do rio Guaraguaçu, cerca de 6 quilômetros ao sul da Baía de Paranaguá e a 7 quilômetros do Oceano Atlântico, município de Pontal do Paraná.

O local arqueológico conhecido genericamente como sambaqui do Guaraguaçu, é na verdade constituído por sambaquis germinados que englobados mediam, na base, 300 metros de comprimento e 50 metros de largura. A altura era de 21 metros. O Sambaqui B foi datado pelo método do carbono-14 em 4.128 + ou – AP. ou 2.178 a.C.

Os remanescentes dos sambaquis retratam a imponência original de suas estruturas e representam os maiores sítios do gênero no litoral paranaense.